A 6.ª CSM está convocando jovens para treinamento, mas descarta o envio de tropas numa possível guerra no Oriente.
Os momentos de terror vividos pela população de Nova York somados à declaração do governo dos Estados Unidos, de guerra ao terrorismo, abalaram os brasileiros, incluindo os bauruenses. Coincidentemente, o Exército Brasileiro, como faz todos os anos, está no período de seleção para o Serviço Militar. Bastou isso para que algumas pessoas ligassem uma situação à outra e levantassem a hipótese de que os jovens brasileiros estão sendo recrutados para a guerra, possibilidade totalmente descartada pelo tenente Osvaldo Cardoso Oliveira, delegado do Serviço Militar em Bauru.
De maneira enfática, o tenente disse que a guerra dos americanos não tem nada a ver com o Brasil e muito menos com os jovens brasileiros. Nós não temos nenhuma informação oficial ou extra-oficial de envio de tropas para lá, disse. Segundo ele, caso existisse a hipótese de envio de tropas, só iriam ser recrutados os reservistas formados. Os jovens que nunca pegaram numa arma jamais seriam enviados para a guerra, garantiu.
O delegado do Serviço Militar explica que de 21 de setembro a 3 de outubro devem apresentar-se aproximadamente mil jovens nascidos em 1983, que já se alistaram. Esses jovens já estão com o certificado de alistamento e com data marcada para apresentarem-se para a seleção, quando poderão ser dispensados ou integrados ao Tiro de Guerra ou à 6ª Circunscrição do Serviço Militar (6.ª CSM), explicou.
A seleção é válida também para as classes anteriores que não se alistaram no prazo correto. Os selecionados deverão servir o Exército no próximo ano. Este ano se alistaram 3.200 jovens em Bauru. Dois mil já foram dispensados, numa seleção parcial. Estes jovens já estão de posse de seus certificados de dispensa de incorporação, disse.
Oliveira enfatiza que as pessoas que recebem o certificado de dispensa não têm mais compromisso com o Serviço Militar. Todo brasileiro do sexo masculino ao se alistar tem compromisso com a defesa do País até os 45 anos. As mulheres, no caso de guerra no País, também seriam recrutadas, disse.
O tenente lembra que o Exército Brasileiro tem pelotões no Timor Leste representando o Brasil pela Organização das Nações Unidas. Tivemos um batalhão que estava representando a ONU (Organização das Nações Unidas) na Angola. Aqueles que estão no Serviço Militar no momento em que há a necessidade podem ser designados para alguma missão no exterior. Porém, não é o caso que está ocorrendo agora, esclarece o tenente Osvaldo.
De acordo com o delegado do Serviço Militar em Bauru, serão selecionados 100 jovens para o Tiro de Guerra e 15 para a 6.ª CSM. Essa seleção prossegue até fevereiro do próximo ano, quando será divulgado o resultado, contou.