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Pirataria leva fiscalização a Agudos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos acompanhou apreensão de 1,6 mil cds e fitas piratas.

Agudos - Uma operação policial, realizada ontem de manhã em Agudos, recolheu 1,6 mil peças entre cds e fitas piratas que estavam sendo comercializados em três barracas, próximas à antiga estação ferroviária da cidade.

A intervenção policial foi pedida pela Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos do Brasil (APDIF), de São Paulo.

De acordo com informações da Polícia Militar, a operação começou às 10h40 e não demorou a terminar. As apreensões ocorreram em apenas três barracas que estavam próximas entre si. O proprietário de uma quarta barraca teria fugido antes da abordagem policial.

Sete pessoas foram indiciadas por violação autoral e, caso sejam condenadas, podem pegar de um a quatro anos de prisão. A pena poderá ainda ser revertida em multa.

De acordo com o soldado Rivelino, que participou da operação junto com o soldado Graziano e outros três representantes da APDIF, os responsáveis pelas barracas não reagiram à ação policial.

Índice alto na região

Fora da Grande São Paulo, a região de Bauru é a que apresenta um dos maiores índices de pirataria dentro do Estado. A informação é do coordenador da APDIF, Clóvis Moreira.

Além de Bauru, as regiões de Marília e Presidente Prudente são as que mais crescem em volume de cds comercializados ilegalmente. O número de denúncias, que relatam a venda de produtos pirateados, tem crescido consideravelmente, nessas regiões, informou Moreira.

Operações como a de ontem, são realizadas sistematicamente em todo o País, disse ele.

Para este ano, a APDIF estima que o prejuízo com a venda de cds e fitas piratas deve girar em torno de US$ 300 milhões. Os principais prejudicados, segundo Moreira, são a indústria fonográfica, os autores (que deixam de receber direitos autorais) e o governo (que deixa de recolher imposto sobre os produtos).

De acordo com o coordenador da APDIF, os números colocam o Brasil como o terceiro maior mercado de produtos pirateados do mundo.

Diante desse quadro, a indústria fonográfica tem se esforçado, segundo Moreira, para oferecer um produto mais barato ao consumidor e combater assim o avanço da pirataria. No entanto, ele admitiu que as gravadoras jamais terão condições de competir, em pé de igualdade, com as indústrias ilegais que reproduzem cds piratas, sobre as quais não incidem impostos nem cobrança de direitos autorais.

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