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Adiado interrogatório de Candão

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O juiz da 4.ª Vara da Comarca de Jaú, José Paulo Ruiz, adiou por tempo indeterminado o interrogatório do ex-deputado estadual Cândido Galvão de Barros França Neto, o Candão. O juiz havia marcado para ontem o interrogatório, mas teve de adiá-lo em decorrência da greve dos servidores do Poder Judiciário paulista, que atingiu também o Fórum, em Jaú. Os servidores estão em greve desde 27 de agosto. O juiz ainda não marcou uma nova data. Em declaração à imprensa ontem ela disse que vai esperar o fim da paralisação para depois definir quando o ex-deputado será ouvido.

Candão está sendo acusado de ter participado de um suposto desvio de recursos da Santa Casa de Jaú, entre junho de 1987 e maio de 1994, período em que foi provedor do hospital.

Além do ex-deputado, o juiz deverá ouvir também Manoel José Gonçalves Fraga, Rondival José da Costa, Almir Luiz Aparecido Valvassora e Maria Aparecida Galvão de Barros França, filha de Candão. Todos serão ouvidos no Fórum de Jaú, menos Valvassora que deveria se apresentar à Comarca de Ribeirão Preto.

O juiz José Paulo Ruiz aceitou denúncia formulada pelo Ministério Público, por intermédio do promotor Alexandre Barbieri Júnior, que acusa o grupo de estar envolvido no desvio de cerca de R$ 1 milhão dos cofres da Santa Casa, entre 1982 e 1995.

O interrogatório será a primeira oportunidade para que o juiz ouça os envolvidos de maneira formal.

Enquanto deputado estadual, eleito pelo PSDB, cargo exercido entre 1995 e 1998, Candão foi líder do partido na Assembléia Legislativa e ocupou também o cargo de presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Ele tentou a reeleição em 98, mas não conseguiu se reeleger. Perdeu a imunidade parlamentar e agora terá de se defender das acusações que pesam sobre ele.

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