A Divisão Regional de Ensino aceitou o terreno oferecido pela Prefeitura para a construção de uma escola no bairro.
O impasse que vinha se arrastando há meses sobre a doação ao Estado de uma área municipal para a construção de uma escola no núcleo Isaura Pitta Garms (Bauru I) finalmente foi resolvido na tarde de ontem. A Direção Regional de Ensino aceitou o terreno oferecido pela Prefeitura, que fica exatamente na quadra vizinha à área onde o município tem planos de construir uma unidade de ensino infantil (Emei) e outra de ensino fundamental (Emef).
Na verdade, toda a discussão girou em torno da localização do terreno. Em março, o deputado Pedro Tobias (PSDB) anunciou que a Secretaria de Estado da Educação havia autorizado a construção de uma escola no bairro e que o início do projeto da obra só dependia da liberação de uma área por parte da administração municipal. A Direção Regional de Ensino apontou o terreno que considerava ideal, mas a Secretaria Municipal da Educação indeferiu a indicação, uma vez que já tinha projeto pronto para erguer duas escolas no mesmo local. Outra área foi, então, oferecida, mas não agradou o órgão estadual de ensino. Pelo que consta, entretanto, o terreno recusado é exatamente o mesmo que agora foi aceito.
O ato de doação foi formalizado ontem, em reunião que contou com as presenças de Tobias, do prefeito Nilson Costa (PPS), do dirigente regional de ensino, Jair Sanches Vieira, da secretária municipal da Educação, Isabel Algodoal, engenheiros e assessores da Prefeitura e de algumas mães residentes no Bauru I que vinham pressionando o acordo entre as partes.
O terreno doado ao Estado possui 5.500 metros quadrados e fica entre as ruas Teotônio Francisco de Souza e Robélio Bonora, dentro da área institucional do núcleo. No local, o Estado irá erguer uma escola para atender alunos de 5.ª a 8.ª séries e ensino médio - a ênfase da unidade, aliás, será direcionada para esta última clientela de estudantes. Vamos oferecer classes de 5.ª e 8.ª séries para atender a demanda que não for absorvida pela Emef, que vai trabalhar com alunos de 1.ª a 8.ª séries. Vai ser um trabalho integrado, anima-se Vieira, informando que a unidade estadual abrigará dez salas, que poderão atender em três períodos, numa capacidade total de 1.200 alunos.
Para a população da Zona Leste, o anúncio efetivo da construção das três unidades de ensino representa um benefício sem precedentes em termos de educação. Atualmente, as crianças e adolescentes que residem nas proximidades dos Lotes Urbanizados, Parque Giansante, Chácaras São João e Bauru I têm que andar, no mínimo, um quilômetro para chegar à escola. A unidade estadual mais próxima, distante 1,5 quilômetro, é a Ada Cariane, no Mary Dota. A Emei Magdalena Pereira da Silva Martha e a Emef Alzira Cardoso, essas mantidas pelo poder público municipal, fecham o cerco de atendimento escolar na região.
Tanto Estado quanto Município pretendem pôr as novas escolas em funcionamento até o final do ano que vem. As unidades municipais, porém, devem demorar mais para ficar prontas. O prazo para a conclusão de uma obra dessas é de 180 dias após a assinatura do contrato com a empresa, mas nem sempre isso ocorre. Percebemos que as empresas têm dificuldades para manter o preço que propõem inicialmente e acabam pedindo prorrogação para o término da obra, salientou Isabel Algodoal, em clara referência à empreiteira Catar, cujo contrato com a Prefeitura para a construção de três escolas foram rescindidos por constantes atrasos no cronograma de obras.