Botucatu - O Programa Nacional de Bolsa-Escola criado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo Ministro da Educação, Paulo Renato Souza, estará destinando este ano R$ 1,7 bilhão para as famílias cuja renda não ultrapasse R$ 90,00 por pessoa e que contem com crianças de 6 a 15 anos, matriculadas no ensino fundamental. O repasse mensal é de R$ 15,00 por criança, limitado a três alunos por família.
Lançado no dia 25 de junho, em Capão Bonito (SP), o Bolsa-Escola deverá beneficiar, em 2001, cerca de 10,7 milhões de crianças e atender 5,8 milhões de famílias. Grande parte dos 5.561 municípios brasileiros já aderiu ao programa, mas ainda há prefeitos que, por questões políticas, relutam em fazer o cadastramento das famílias.
Na região de Botucatu, onde atua o deputado estadual Milton Flávio (PSDB), a maioria dos municípios já está recebendo os benefícios através da Caixa Econômica Federal. Trata-se do maior projeto social em curso no país, onde o mais importante é o estímulo à manutenção da criança na escola, destaca.
O parlamentar tucano faz questão de cumprimentar os prefeitos de municípios como Areiópolis, Conchas, Itatinga, Laranjal Paulista, Lençóis Paulista e São Manuel que apostaram no Bolsa-Escola, cadastrando as famílias carentes. Eles foram ágeis e os benefícios já estão sendo pagos há meses. Em Espírito Santo do Turvo, há três meses a prefeitura já está fazendo o pagamento, afirma.
Milton Flávio critica a morosidade da prefeitura de Botucatu, administrada pelo prefeito Antonio Mário Ielo (PT), em aderir ao programa. Os levantamentos feitos dão conta de que 1.138 famílias poderiam ser cadastradas, beneficiando 2.079 crianças, num repasse mensal de pouco mais de R$ 30 mil. Até agora nenhuma família foi beneficiada porque o prefeito não acelerou o processo. Essa morosidade está prejudicando quem mais precisa desse tipo de ajuda.
O deputado espera que o fato da prefeitura de Botucatu ainda não ter feito o cadastramento das famílias não seja um boicote a um programa criado pelo PSDB. Nessa hora o que menos importa é o partido e sim o benefício que será oferecido a quem necessita.