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Prefeitura espera administrar o prédio da estação ferroviária

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário municipal de Cultura, Sérgio Losnak, explicou que o ato Ação pela Estação faz parte de um conjunto de ações que o poder público e outros segmentos da sociedade têm feito para envolver a comunidade. Não podemos ocupar este prédio porque ele pertence ao governo federal e está nas mãos da liqüidante. Estes movimentos fazem pressão para sejam revistos os valores e atraia parcerias, explicou.

Losnak acredita que uma empresa possa adquirir o prédio e o alugue para a Prefeitura. A Prefeitura pagaria um determinado aluguel até que fosse possível a aquisição, disse. Segundo o secretário de Cultura, a possibilidade de aquisição neste momento é inviável. Por este montante não é possível a Prefeitura adquirir. Eles pedem R$ 3,8 milhões e mais R$ 1,5 milhão para a recuperação.

Ele acha que a comunidade deve se mobilizar para que o patrimônio histórico não caia nas mãos de pessoas que possam dar outro destino ao imóvel. Nosso objetivo é fazer com que o poder público o utilize. Losnak lembrou que prédio está tombado pelo patrimônio histórico. A fachada, a identidade arquitetônica que ele possui, não pode ser mexida.

O secretário disse que as discussões sobre o destino do prédio da ferroviária estão em andamento. Acredito que em quatro meses já se defina o acerto de contas entre a liqüidante e o poder público. A Prefeitura tem algo a receber da Rede Ferroviária e a Rede tem algo a receber, em virtude da instalação do viaduto que custou uma dívida na faixa de R$ 700 mil.

Sobre a estação da Fepasa, localizada na rua Júlio Prestes, Losnak disse que ela não foi colocada à venda. Está penhorada por um preço muito alto, R$ 10 milhões. A situação é diferente da estação da NOB. No início de outubro ambas as estações terão vigilância armada para zelar pelo patrimônio, disse.

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