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Motoristas usam balsa para fugir de pedágio da Bauru/Jaú

Redação
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Itapuí - Assim que a Centrovias anunciou o aumento na tarifa de pedágio de R$ 2,60 para R$ 3,60, há três semanas, a fila da balsa que liga Itapuí a Boracéia aumentou na mesma proporção. Todos, desde comerciantes, funcionários da balsa a passageiros habituais, notaram o aumento. As duas cidades estão na rota de um dos desvios mais utilizados pelos motoristas, principalmente de caminhão, para fugir da praça de pedágio, em Pederneiras.

O vendedor de Pederneiras Alessandro Trevelino, 32 anos, disse que não usa constantemente a balsa, mas sempre que dá ele desvia. Assim como os demais motoristas, ele considera muito caro os R$ 7,00 cobrados de quem utilizada a rodovia em uma viagem de ida e volta (a cobrança é feita nos dois sentidos da rodovia).

Que rodovia cobra uma tarifa tão alta como essa?, questionou outro vendedor, Marco Godoi, 28 anos. Ele lembrou que nas rodovias que levam à Capital a cobrança é feita só em um sentido, ou seja, na prática a tarifa acabaria sendo mais barata do que a atualmente cobrada na Bauru-Jaú. Em razão do aumento que houve no número de veículos para atravessar o rio, Godoi prefere ir por outro caminho. Segundo ele, a viagem ficou muito demorada.

Outro que prefere um caminho alternativo para chegar a Boracéia é Marco Antônio Fonseca, 27 anos. Ele está sempre em Jaú, mas prefere utilizar o caminho que passa por Bariri (15 quilômetros mais distante) a passar pela balsa. Prefiro ir por Bariri do que vir pela balsa, por causa da demora.

Sempre lotada

De acordo com o funcionário do Estaleiro Arealva, José Garcia, 39 anos, a balsa tem capacidade para transportar uma carga de, no máximo, 200 toneladas. O que significaria 20 carros de passeio, em cada viagem, e até 90 passageiros. Caminhões carregados com botijões de gás e combustível viajam sozinhos. Segundo o funcionário, após o aumento do pedágio a fila, em ambos os lados, é constante, e a balsa viaja sempre lotada. Antes lotava só no começo da manhã e no fim da tarde. Agora, é o dia todo, informou. O Estaleiro Arealva é a empresa contratada para executar o serviço de travessia.

Ao contrário dos motoristas que utilizam a balsa, o comerciante Donizete da Silva, o Zetão, 43 anos, está gostando do aumento de veículos. Ele administra um pequeno estabelecimento comercial próximo ao embarcadouro, do lado de Boracéia. Sempre que aumenta a fila, aumenta também a venda de salgadinhos e bebidas. A desgraça de uns faz a alegria de outros, infelizmente é assim, resumiu.

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