Sem nenhuma pretensão de ser o dono da verdade, mas como dono de uma experiência de 40 anos no ramo de bar e restaurante (ver Bauru Ilustrado de agosto de 01) ficar fora dessa guerra do sanduíche, título do artigo do jornalista B. Requena do Jornal da Cidade seria até uma covardia. Com todo o respeito ao amigo Zé Francisco, que defende com veemência o sanduíche bauru com rosbife, picles etc., eu não concordo de jeito nenhum e explico porque: trabalhei durante 40 anos com bar, e pelo menos durante 35 anos fiz sanduíche bauru com presunto, queijo prato, rodelas de tomates e folha de alface, esta última às vezes dispensada. Com esses ingredientes já comi no Rodoserv, no Castelão, Poços de Caldas, Rio de Janeiro e outros lugares, e sempre com o mesmo processo de manipulação, isto é, na chapa quente.
É evidente que o dicionário Houaiss está errado e corrigir é preciso, mas com outro erro, não. Para corrigir, a carta do sr. Antonio Lázaro Valeriane publicada na Tribuna do Leitor de 11 deste, seria mais que suficiente pelo seu conteúdo, e pela citação que faz dos dicionários Silveira Bueno, Michaelis e eu acrescento ainda o Mirador da Enciclopédia Britânica, página 264: bauru - s.m. cul. Sanduíche quente/ preparado com pão, presunto, queijo e tomate. O Lelo Universal não comenta.
Gostaria de sugerir ao Skinão que desse o nome ao seu sanduíche de bauru SK, que tal? Em tempo, o sanduíche de rosbife com ovo frito que eu conheço se chama paulista. Grato pela publicação. (Argemiro M. de Campos - RG: 6.732.670)