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Gestantes merecem cuidados especiais

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 6 min

A orientação médica é fundamental nos períodos pré e pós-parto, quando a mulher enfrenta diversas alterações orgânicas

Os cuidados que a gestante deve ter no período chamado de pré-parto deverão ser explicados pelo médico durante as consultas de pré-natal.

De acordo com a médica ginecologista e obstetra Carla Lambertini Bonjorno, o médico deve sempre estar atento a tudo e não só as doenças durante a gravidez, analisando a estética como as estrias, a celulite, a obesidade, as manchas na pele; para esses problemas estéticos, as gestantes podem usar cintas compressoras que auxiliarão na prevenção. Uma das mais utilizadas é a Yoga que é fabricada com fibras naturais proporcionando um conforto maior às gestantes; o lado psicológico que provoca uma responsabilidade a mais e o que vai acontecer com a mulher a partir do nascimento do bebê, com o marido e a parte orgânica da mulher como o crescimento da barriga, o aumento de sangue, o aumento de peso que pode ocasionar doenças como diabete e hipertensão. Além disso, ela lembrou que é importante checar, durante o pré-natal, a vacinação anti-tetânica, controle alimentar (anemia), infecções, entre outras coisas. O pré-natal é fundamental para a mulher segundo a médica, mas o pós-parto também é importante.

De acordo com ela, o período pós-parto deve ser levado mais em consideração, já que, normalmente, depois que o bebê nasce, a mulher não tem esse respaldo médico, os cuidados são todos para o bebê. Depois que o bebê nasce, a mulher só volta ao médico depois dos 40 dias, que é o período da dieta, mas o que aconteceu nesses 40 dias? Então, é importante que ela continue recebendo os cuidados do médico, afirmou.

Carla explicou que no pós-parto, a mulher deve ter os cuidados com as alterações que podem durar de um a seis meses como por exemplo:

queda de cabelo que pode se prolongar até seis meses. Neste caso, deve-se evitar o uso de tinturas e descolorantes e preferir produtos neutros e penteados simples; funções intestinais podem se tornar lentas, dificultando a evacuação (intestino preso), especialmente quando se formaram hemorróidas na gravidez. A alimentação rica em fibras e o aumento da ingestão de líquidos ajudam bastante; a menstruação pode voltar a qualquer momento, porém se a mãe estiver amamentando, sua menstruação pode ficar até seis meses sem aparecer; depressão, pós-parto, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, é uma situação muito comum que pode ser relacionada à queda dos níveis de hormônios, fadiga e mudança de hábito da mulher (por exemplo, ter que acordar de três a quatro vezes por noite para amamentar). A tristeza, choro fácil e labilidade emocional pode variar de intensidade (de leve a intensa) e pode aparecer até três meses após o parto. Neste caso, sugere-se: repousar bastante tirando sonecas, quando o bebê estiver dormindo; ajustar suas expectativas em relação à própria capacidade de cuidar do bebê, pedir ajuda aos familiares nas primeiras semanas. Sua confiança e habilidade aumentarão à medida em que o bebê crescer; procurar convívio social durante o dia ou até atividade física (hidroginástica e/ou caminhada); conversar sempre com o seu obstetra; duchas e banhos no chuveiro devem ser tomados logo após o parto. O mito de não lavar a cabeça durante a dieta (40 dias após o parto), de acordo com a médica, é coisa do século passado; o emagrecimento pode levar algum tempo, mas atividades físicas e uma dieta saudável garantirão a volta do peso anterior à gravidez; estrias diminuem com o tempo, mudam da cor rosa para a cor branca que é mais discreta. Neste caso, o ideal é prevenir o aparecimento das mesmas. O mesmo é válido para as manchas do rosto; o inchaço das pernas deve-se à redistribuição dos líquidos e dos hormônios. Esse edema desaparece na primeira semana pós-parto, sendo os pés, último segmento do corpo a desinchar, daí o conselho de apoiar os pés para cima quando se está sentada; os cuidados com as mamas são muito importantes. O leite que sai nos primeiros dias após o parto, é chamado colostro. Sua cor é amarelada e transparente, tem mais proteína e anticorpos que o leite e protege o bebê nos primeiros dias contra as infecções. A descida do leite pode demorar até 72 horas. Quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe vai ter. É importante também que as grávidas fiquem sempre atentas com algum sinal de mastite (inflamação nas mamas).

Relacionamento do casal

Na gravidez, o útero cresce progressivamente, ajeitando lugar para o feto dentro do corpo da mãe, da mesma forma, há que se fazer lugar para o bebê dentro da vida familiar. A gestação é uma época de preparo e de espera. É no decorrer da gravidez que se formam os primeiros alicerces do relacionamento entre a família e seu novo membro.

Pensar no bebê, tocar na barriga, conversar com ele, são formas de se comunicar e de conhecer seu filho. Os dois, pai e mãe, passam por enormes mudanças, o melhor, então, é abrir o coração, conversar abertamente sobre o que está acontecendo de novo na rotina do casal. É preciso, também, fazer coisas práticas, compartilhando a nova realidade, seja nas atividades domésticas ou no lazer.

Durante a gestação, a mulher pode não se sentir tão disposta para as atividades que tanto os divertiam antes. Ela tem necessidade de dormir mais cedo e, no final da gravidez, tende a querer sair muito pouco. O futuro papai deve ficar atento a isso, aceitando essas mudanças mesmo que lhe custe algum esforço. De certa forma, trata-se de uma preparação para quando o bebê chegar, quando a reclusão ao lar acontecerá por algum tempo. O envolvimento sexual e o orgasmo não fazem mal, nem estão proibidos quando tudo está bem com a gravidez, portanto, podem permanecer até o parto.

Carícias, massagens, exercícios de relaxamento, além de boa conversa, são maneiras agradáveis de expressar o amor e atingir também a satisfação sexual.

Trabalho de parto

A partir da 35.ª semana de gestação, o corpo da gestante e o bebê começam a se prepararem para o parto. Assim como cada gravidez é única, também é única cada experiência de parto, mesmo para a mesma mulher.

Sintomas

encaixe cefálico: o bebê desce pela pelve de cabeça para baixo. perda de peso: as mulheres perdem um pouco de peso no final da gravidez, devido à menor retenção de líquido e micção mais freqüente. perda de tampão: expulsão do muco que bloqueia a entrada do útero. aumento das contrações: é um ensaio da musculatura uterina para o parto normal. Dois outros sinais normais podem ser observados pelo médico através do exame de toque vaginal: o afinamento gradativo do colo uterino preparando-se para abrir e a dilatação, abertura gradativa, do colo uterino.

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