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EMPURRANDO COM A BARRIGA

Oscar Camaforte
| Tempo de leitura: 1 min

Estudiosos de drogadição costumam afirmar que um dependente químico que não se recupera termina seus dias precocemente em um dos seguintes locais: num sanatório mental, na cadeia ou no cemitério.

Cremos que exista um terceiro destino para tais pessoas: é o quarto mais escondido da casa ou aquele cômodo no fundo do quintal, onde alguém que em sua juventude se envolveu com álcool, maconha, cocaína etc., hoje se encaminha para a velhice, mantido por calmantes poderosos, recolhido em um canto de onde raramente sai. Seu futuro, depois da partida deste mundo das pessoas que o amam e olham por ele - em geral seus pais -, só Deus saberia dizer.

As palavras acima podem soar dolorosas, mas servem de alerta para quem ainda não foi capaz de lidar adequadamente com a drogadição de seu filho(a), esposo(a), irmão(a) ou qualquer outro ente querido, e que vai empurrando com a barriga o problema, por não saber que ações tomar para levar a pessoa amada a livrar-se do domínio das drogas.

Venha conhecer mais sobre o delicado e complexo tema da drogadição nas reuniões do Grupo Amor Exigente que se realizam todas as quintas-feiras, no salão paroquial da Igreja de Santo Antônio, nos altos da Bela Vista, fone 222-7133. (Oscar Camaforte - RG: 3.640.192)

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