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Campanha procura órgãos para doação

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Em Bauru, mais de 200 corpos são enterrados mensalmente com todos os órgãos, de acordo com o Grupo Otimismo.

A III Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos está mobilizando a população para a conscientização sobre a importância da doação. A comunidade, entre ela muitos transplantados ou pacientes na fila de espera, reivindica a criação de uma Organização de Procura de Órgãos (OPO) no Município, já que, mensalmente, mais de 200 corpos são enterrados com todos os órgãos, em Bauru.

Cerca de 30% dos pacientes em fila de espera de órgãos para transplante morrem, antes de conseguir um doador. A espera por um órgão dura, em média, de um ano a um ano e meio, de acordo com João Carlos Amâncio Franco, presidente do Grupo Otimismo, que está promovendo a campanha, em Bauru. Muitas vezes, o paciente não tem condições físicas para suportar tanto tempo no hospital, expõe.

Para Franco, o País não tem tradição e educação para a doação de órgãos. Existe falta de informação, mas acho que podemos reverter esse quadro, diz.

O Grupo enfatiza a importância da doação de órgãos de cadáveres. São pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral. Em Bauru, mais de 200 corpos são enterrados mensalmente com todos os órgãos, de acordo com George Miguel Cury, do Grupo Otimismo.

Os órgãos que podem ser obtidos de um doador cadáver são coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como numa cirurgia comum.

Franco enfatiza que, após a doação, o corpo do doador não fica deformado. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como outra qualquer e o doador poderá ser velado normalmente.

Atualmente, no Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família sobre o desejo da doação, já que a retirada dos órgãos só é feita após autorização familiar.

O doador vivo também é importante para as pessoas que aguardam em filas de espera. Qualquer pessoa saudável, que concorde com a doação, pode doar um dos rins, parte do fígado e parte da medula óssea. A legislação estabelece que parentes de até quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Quando não há grau de parentesco, há necessidade de autorização judicial.

OPO

Os membros do Grupo Otimismo, juntamente com pacientes que estão na fila de espera por órgãos e tecidos, estão lutando pela criação de uma Organização de Procura de Órgãos (OPO), já que o problema de captação de órgãos é considerado grave no Município, de acordo com os integrantes da associação. Bauru realiza apenas captação e transplante de córneas e rins, segundo Franco. Os órgãos para pacientes de Bauru e região geralmente chegam pela OPO de Marília. Infelizmente, não existe captação de órgãos em Bauru, lamenta.

Os pacientes que precisam ser transplantados também enfrentam problemas relacionados a transporte para cidades em que a captação e o transplante são realizados, como Campinas e São Paulo, segundo Cury.

Serviço

Amanhã, o Grupo Otimismo realizará um trabalho de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Das 9 às 15 horas, integrantes do grupo estarão no Calçadão da Batista de Carvalho; no período da noite, a panfletagem será realizada no Bauru Shopping.

O Grupo oferece apoio a portadores de hepatite B e C de Bauru e realiza reuniões semanais, às quartas-feiras, às 20 horas, na Associação dos Diabéticos de Bauru, que fica na avenida Nações Unidas, 28-40.

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