Na cidade de Roma, em 1978, aconteceu um importante congresso de medicina, congregando centenas de especialistas do ramo provenientes do mundo inteiro. Psicólogos, psicanalistas, psiquiatras de renome e prestígio internacional. Por vários dias aqueles mestres da medicina debruçaram-se sobre o corpo e a psique da sociedade hodierna, na tentativa de radiografar o século XX em suas enfermidades mais graves e devastadoras. No final do memorável encontro, grande surpresa. Quando todos aguardavam que o veredito indicaria problemas cardíacos ou talvez o câncer como preocupação maior no exemplo da medicina atual, o diagnóstico, apontou para outra e surpreendente direção. Uma frase lacônica, assinada por aquele elenco de especialistas: - Para sobreviver o mundo de hoje precisa reaprender urgentemente o verdadeiro sentido do amor.
Um Deus veio à terra, nascendo em Belém, para nos ensinar o verdadeio sentido do amor. Vinte séculos passaram e milhões de criaturas não assimilaram ainda as sábias lições do Mestre. Mundo em guerra, marcado de injustiças, é mundo que passa ao longo do Evangelho, subestimando o roteiro da felicidade e o sangue da Redenção. Deus nos deseja obreiro generoso do seu Reino aqui na terra. A civilização do amor pode e deve acontecer, todos somos chamados a participar ativamente na engenharia humana - divina, da construção de um mundo melhor, onde todos tenham seu digno lugar ao sol, sob as bençãos do Pai. Buscamos sempre apontar caminhos, veicular receitas, enfatizando o verdadeiro sentido do amor, a força misteriosa da fé e da esperança, no modesto anseio de servir, de orientar. Na perseverança de quem acredita que acender um pequenino fósforo é bem mais lúcido e gratificante do que apenas lastimar a escuridão. (João Alvares - Da Academia Bauruense de Letras)