Geral

VITÓRIA DE PIRRON

Argemiro Trindade
| Tempo de leitura: 2 min

Pirron foi um rei da Grécia três séculos antes de Cristo, possuidor de um grande e forte exército, que na época predominava a cavalaria. O domínio do fraco pelo forte não é coisa apenas da história atual, pois na época de Pirron já era comum o massacre dos fracos pelos mais fortes. Sempre com a mania de conquistas, Pirron tentou dominar um País vizinho, modesto e pobre. Ordenou ao seu poderoso exército a invasão. Seguindo o velho dito popular Quem não tem cão caça com gato, o modesto País invadido usou de meios imagináveis pelo invasor, a fim de se defender, mas finalmente ocorreu a Vitória de Pirron, que devido ao grande prejuízo que teve com a perda de seus cavalos, se arrependeu de ter iniciado a guerra. Mas nada consta que Pirron tenha lamentado o elevado número de baixas humanas em ambos os lados. Percebemos nessa história que as guerras ocorrem simplesmente por interesses econômicos e as vidas humanas ficam sempre relegadas a planos inferiores, haja vista as imagens que a televisão nos apresenta, de homens, mulheres e crianças, ainda vivos, mas em estados cadavéricos, cujos fatos facilmente seriam evitados se a ganância não fosse fator tão preponderante entre os poderosos.

Cabe aqui uma interrogação: se os atentados ocorridos em Nova York tivessem causado apenas baixas humanas, sem nenhum reflexo para a economia do mundo, será que a reação dos Estados Unidos a de seus aliados seria a mesma? Devemos lembrar que outros atentados que causaram diversas mortes já ocorreram, mas por não ter causado nenhum impacto na economia do globo terrestre, tudo não passou dos limites das lamentações e não devemos nos esquecer que por ocasião da ocorrência dos atos terroristas anteriores a 11 de setembro último, os Estados Unidos já haviam denunciado quem seria o autor intelectual, ou seja Ossama Bin Laden. Entretanto, houve necessidade, de como diz o caipira: sentir na algibeira (bolso) o impacto do terror, para que ocorresse a caça às bruxas. (Advogado Argemiro Trindade - OAB/SP 83.059)

Comentários

Comentários