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Começa a corrida eleitoral para 2002

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Vence prazo para políticos interessados em trocar de partido; candidaturas a deputados começam a se definir.

Vai começar tudo outra vez. Faltando exatamente um ano para as eleições de 2002 e terminado o vai e vem da troca de partidos, as candidaturas à Assembléia Legislativa e à Câmara dos Deputados começam a se definir. Num primeiro momento, o número de candidatos em nível local parece ser racional, mas com o passar dos meses vai surgir, de novo, um batalhão de políticos correndo atrás do voto dos eleitores.

Um outro componente desse quadro são os candidatos pára-quedistas, que meses antes das eleições surgem do nada para dizer que, um dia, passaram em Bauru ou nasceram na cidade e que estão dispostos a trabalhar por ela. Enquanto o corre-corre em direção aos eleitores não esquenta, o quadro para as candidaturas proporcionais começa a clarear.

Em Bauru, alguns políticos já assumiram que vão disputar as eleições do ano que vem. Dois deles estão cumprindo mandatos. Os deputados estaduais Pedro Tobias (PSDB) e Carlos Braga (PTB) confirmam que estão no páreo de 2002. A dúvida é se eles disputam a reeleição à Assembléia ou vão tentar a Câmara dos Deputados.

Tanto Braga quanto Tobias já têm nomes para a dobradinha. O tucano está convencido de que o empresário Caio Coube vai topar entrar para a vida pública. Já o petebista vai trabalhar ao lado do ex-deputado federal Tuga Angerami (PSB). Braga apoiou a candidatura de Tuga a prefeito, no ano passado. A dupla também tem dúvidas em relação a quem vai disputar a Assembléia.

Aliás, essa mesma questão aflige a outros políticos tradicionais. O ex-deputado federal e ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB) deve enfrentar, mais uma vez, as urnas. Pessoas de seu círculo de amizade comentam que o peemedebista ainda não sabe se arrisca a candidatura de deputado estadual ou a de federal. No momento, ninguém, em nível local, se prontificou a dobrar com Tidei.

Decididos a emplacar seus nomes no ano que vem estão o ex-deputado Roberto Purini, recém-filiado ao PV, e o empresário Natan Chaves (PL), que não é novato quando o assunto é eleição - ele substituiu, às pressas, a candidatura de Tuga em 98, pelo PSDB. Já Purini tem no currículo cinco mandatos e amargou na eleição passada, pela primeira vez, a derrota.

O PT também não vai ficar de fora. O vereador José Carlos Batata (PT) e a presidente reeleita do diretório municipal, Estela Almagro, ensaiam uma candidatura à Assembléia. Batata disputou a eleição passada, sem sucesso. Nos bastidores, comenta-se que desta vez é Estela quem vai se arriscar pelo partido.

No PFL ainda há dúvidas em relação a nomes. Mas qualquer candidatura gira em torno da família Ranieri. O presidente da legenda, Dudu Ranieri, tem se esquivado quando o assunto é eleição proporcional, mas fala com desenvoltura no nome da filha, Chiara, suplente de vereador. Dos partidos mais expressivos da cidade ainda se tem o PPS, a qual está filiado o prefeito Nilson Costa, que tem a vantagem de ter a máquina administrativa à tiracolo. Alguns nomes do grupo político de Nilson já começam a ser soprados para os bastidores. O vereador Edmundo Albuquerque (PPS) é cotado para disputar a Assembléia. Outro nome ventilado é o do presidente da Câmara Municipal, Walter Costa (PPS). Dois secretários municipais - Raul Gomes Duarte Neto (Finanças) e Edmilson Queiroz Dias (Obras) - engrossam a lista.

O PPB, o PDT e o PC do B ainda não se manifestaram sobre possíveis candidaturas. Na Justiça Eleitoral de Bauru, estão legalizados outros 14 partidos, que podem lançar candidaturas em 2002. São eles: PCB, PCO, PHS, PMN, PRP, PRTB, PSC, PSD, PSDC, PST, PSTU, PTC, PT do B e PTN.

Somente dois

A eleição de 1998 foi uma das mais disputadas em Bauru em relação ao número de candidatos lançados à Assembléia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Ao final do processo, Bauru - que na época contava com 185 mil eleitores - ficou sem representante em Brasília, mas conseguiu eleger dois deputados (Carlos Braga e Pedro Tobias) à Assembléia.

Nove candidatos disputaram a Câmara Federal: Tidei de Lima (PMDB), Roberto Bueno (PTB), Roque Ferreira (PT), Clorinda Queda (PFL), Natan Chaves (PL), Antonio Solana (PTN), Angelo Massuchetto (PV), Laércio Pereira (PSTU) e Carlos Sandrin (PT do B).

Já para a Assembléia Legislativa foram lançadas dez candidaturas: Pedro Tobias (PSDB), Carlos Braga (PTB), Roberto Purini (PV), Edmundo Albuquerque (PPS), José Carlos Batata (PT), Majô Jandreice (PC do B), Veríssimo Barbeiro (PFL), Thomaz Zamonaro (PRN), Iraci Borges (PSTU) e Manoel Domingues.

As urnas eletrônicas de Bauru registraram votos para 81 candidatos a deputados estaduais que nada tinham a ver com a cidade. Somados, os candidatos locais tiveram 85 mil votos. Os pára-quedistas levaram 22,3 mil votos do Município. Para deputado federal, a situação não foi diferente: 107 candidatos tiraram uma lasquinha na cidade, totalizando 52,3 mil votos contra 55 mil computados para a candidaturas locais.

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