Vence amanhã o prazo para inscrições de chapas; prefeito Nilson Costa acredita que consenso deve prevalecer.
O atual presidente do diretório municipal do PPS, Rubão de Souza, deverá ser reconduzido ao cargo, no próximo domingo, sem resistências internas. Se não ocorrerem imprevistos, esse é o quadro político que se desenha no partido que comanda a Administração Municipal, através do prefeito Nilson Costa. Amanhã, às 18 horas, vence o prazo para os interessados em inscrever chapas.
Nilson demonstra um aparente desinteresse pelo processo, até o presente momento. Ontem, ele afirmou que tem acompanhado o assunto pela imprensa. A interlocutores, o prefeito confessa que não é o momento do partido se dividir e apela para o consenso.
Essa versão foi confirmada por ele próprio. A eleição do ano que vem não exige um fracionamento do partido, avalia. O prefeito lembra que em 2002 serão eleitos presidente da República, senadores, deputados e governadores de Estado. Ou seja, a eleição não tem caráter municipal.
Questionado sobre sua preferência para comandar o PPS nos próximos dois anos, Nilson se esquiva. Essa é uma discussão interna entre os membros do partido. Eu só espero que haja consenso, prega. Ele diz, no entanto, que se houver disputa pelo controle da legenda vai achar a situação normal.
O PPS é um partido democrático, não é monolítico e não exige submissões. É natural que num pleito de sucessão haja divergências, raciocina. Nilson disse que viajou no final de semana e não manteve contatos com a cúpula do PPS para discutir a sucessão no partido.
Bastidores
As especulações em torno da eleição do diretório municipal do PPS alimentam os bastidores há mais de duas semanas. Num primeiro momento, o nome do ex-secretário municipal da Administração, Flávio Uchoa, foi apontado como um dos prováveis candidatos. Ele também presidiu o Departamento de Água e Esgoto (DAE).
A indicação foi logo rechaçada pelos dirigentes do partido e por membros da Administração, que entendem que Uchoa está desgastado com o caso do marmitex e com a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal que apura denúncias de irregularidades no DAE que teriam sido praticadas durante sua gestão.
Depois, especulou-se que o vereador Edmundo Albuquerque (PPS) teria sido consultado pelo ex-secretário da Administração para encabeçar uma chapa. Na semana passada, o parlamentar desmentiu qualquer especulação em torno do assunto. Ontem, ele reafirmou: Não sei de nada sobre esse assunto. Ninguém me procurou para falar sobre isso, garantiu.
Além de Edmundo, Uchoa e do próprio Rubão, outros nomes passaram a circular pelos bastidores, mas nenhum foi confirmado. Entre os presidenciáveis estavam o chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, os secretários municipais de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, e de Obras, arquiteto Edmilson Queiroz Dias.
Também teriam sido consultados o assessor de Gabinete, Braz Melero, e o diretor da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Roberto Bil Barbosa. Todos, segundo fontes do Palácio das Cerejeiras, não demonstraram interesse em assumir o controle da legenda.
O secretário do diretório municipal, professor Dilmar Pandolfi, informou, ontem à noite, que nenhuma chapa havia sido inscrita. O edital com a regulamentação e a convocação da eleição foi publicada na edição do último sábado do JC.