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Fórum Popular "interditará" Prefeitura

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Abaixo-assinado contendo mais de 5 mil assinaturas repudia descaso em relação aos problemas provocados por enchentes.

O Fórum Popular de Debate sobre Bauru vai protocolar hoje, às 16 horas, na Prefeitura, um documento repudiando o descaso da Administração Municipal em relação aos problemas das enchentes registradas no início deste ano. Trata-se de um abaixo-assinado contendo 5 mil assinaturas que representam diversos segmentos organizados da sociedade.

Os responsáveis pela elaboração do documento também vão fazer a interdição simbólica do prédio da Prefeitura e preparam uma surpresa para o ato. O fórum é formado por representantes da OAB, Conselho Diocesano de Leigos e Leigas, Conselho Regional de Psicologia, Assenag, Departamento de Engenharia da Unesp, Associação dos Geógrafos do Brasil e associações de moradores.

Segundo o advogado Sandro Luiz Fernandes, da OAB, a morte do aposentado João Moraes Filho, no último dia 30, poderia ter sido evitada. Ele caiu na erosão da avenida Waldemar G. Ferreira, teve fraturas expostas e perfuração de pulmão. O aposentado foi internado e não resistiu aos ferimentos. A erosão da avenida foi provocada pela forte chuva que caiu em Bauru no dia 8 de fevereiro deste ano. Além do aposentado, outras duas pessoas morreram no local, no início de março, depois que o veículo em que viajavam caiu no buraco. Essa última morte poderia ter sido evitada, afirma Fernandes.

O acidente fatal do aposentado ocorreu oito meses após a chuva de fevereiro. Além de não providenciar as obras para acabar com a erosão da avenida, a Prefeitura não sinalizou o local adequadamente, denuncia o advogado.

No início desta semana, a Secretaria Municipal de Obras começou a providenciar as obras que vão possibilitar o retorno do tráfego normal na avenida Waldemar G. Ferreira, reponsável pela interligação das Vilas Dutra e Nova Esperança e adjacências. A Administração ainda tinha esperanças de que a Defesa Civil do Estado liberasse a verba solicitada para executar as obras necessárias para reparar os estragos provocados pela chuva de fevereiro.

Cidadania

O presidente do Conselho Diocesano de Leigos e Leigas de Bauru, Rodney José Bastos, divulgou, ontem, um manifesto da entidade que repudia a morte do aposentado e o descaso da Prefeitura em relação ao problema das enchentes.

Segundo ele, a perda de mais uma vida ocorreu por culpa da omissão com que os responsáveis pelo bem estar da população continuam impondo ao problema. A morte de mais uma pessoa, de 62 anos, tem que servir, no mínimo, para que a sociedade reflita a sua participação na questão da cidadania, não se omitindo, também, de se posicionar por ações que busquem a transformação social, diz o manifesto.

Bastos avisa que os leigos e leigas das 25 comunidades católicas de Bauru estão se posicionando. Foram colhidas 5 mil assinaturas em recente abaixo-assinado que percorreu essas Paróquias e que estão sendo entregues ao Poder Público Municipal. Porém, o Poder Público Municipal parece ignorar esse clamor, critica.

O manifesto diz que torna-se necessário reafirmar essa posição de forma firme, definida e pública, de repúdio a esse descaso, que se opõe frontalmente a uma resposta de vida plena, pela qual as celebrações, realizadas nessas comunidades, pregam no seu dia-a-dia.

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