Uma das vítimas, acreditando que ia receber um prêmio de R$ 500 mil, entregou R$ 20 mil aos estelionatários.
O velho conto do bilhete premiado continua fazendo vítimas. Ontem, três mulheres, em pontos diferentes de Bauru, caíram no golpe. Uma das vítimas, que foi abordada no Calçadão da Batista de Carvalho, entregou R$ 20 mil em dinheiro aos estelionatários, acreditando que iria receber metade de um suposto prêmio de R$ 1 milhão.
Após pegar o dinheiro, os dois homens que abordaram a mulher afirmando que o bilhete que um deles possuía estava premiado, sumiram. Só então a vítima percebeu que havia caído num golpe. Com as características físicas dos dois homens, ela procurou a Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência.
A vítima, H.T.B., 45 anos (só iniciais do nome divulgadas para não expor a vítima), disse que um homem branco e magro a abordou perguntando sobre uma loja. Em seguida, contou que tinha um bilhete da Loteria Federal premiado no valor de R$ 1 milhão e que pretendia trocá-lo por roupas. Foi quando apareceu um outro homem, descrito como gordo, de boa aparência, que se propôs a comprar o bilhete do rapaz.
O segundo homem, que na verdade era comparsa do rapaz, propôs à vítima que ambos comprassem o suposto bilhete premiado. Os três chegaram a ir a uma casa lotérica, onde a vítima, após conferir a relação da Loteria Federal, acreditou que o bilhete que lhe fora apresentado realmente era premiado. Para ficar com o bilhete, o homem gordo apresentou um pacote de dólares, onde estariam US$ 20 mil.
A vítima, pensando em ficar com metade do suposto prêmio, sacou R$ 20 mil e os entregou ao rapaz enquanto o homem gordo havia saído com o bilhete premiado. O rapaz foi embora e, após uma breve espera, a mulher percebeu que havia caído em um golpe. O delegado Renato Cagnacci, titular do 2.º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, acredita que o bilhete apresentado à vítima estava rasurado, por isso parecia estar na relação da Loteria Federal como premiado.
O delegado ressaltou que as pessoas devem desconfiar de qualquer proposta de ganho fácil de dinheiro. Apesar das características físicas, é muito difícil identificar as pessoas que aplicam golpes do bilhete premiado. Normalmente, de acordo com o delegado, para reduzir as chances de serem pegos, os estelionatários não agem na cidade onde moram.
Outro golpe foi registrado por volta das 10h30 de ontem e vitimou J.S.T., idade não informada à polícia. A mulher relatou que estava caminhando pela alameda Octávio Pinheiro Brisola, próximo ao aeroporto, quando foi abordada por um homem moreno, com aparência muito simples, que perguntou onde ficava determinada rua. Em seguida, afirmando que não sabia ler e morava em um sítio perto de Jaú, disse que estava perdido e tinha um bilhete da Loteria Federal premiado.
Nesse momento, apareceu um outro homem, descrito como loiro, alto e bem vestido, que se prontificou a ajudar o rapaz que afirmava ter o bilhete premiado. O homem loiro propôs a J.S.T. ficarem com o bilhete da Loteria Federal e, em troca, pagar um determinado valor ao rapaz.
A vítima aceitou a proposta, foi ao banco e sacou R$ 1,5 mil, entregue ao rapaz que apresentou o bilhete enquanto o outro homem, supostamente, recebia o prêmio. Em seguida, percebeu que estava sozinha e sem dinheiro. O terceiro caso vitimou A.A., 65 anos, que estava caminhando pela rua Bandeirantes, no Centro, quando foi abordada por uma moça magra, aparentando ser muito simples.
A moça contou que estava com um bilhete premiado, mas não sabia como trocá-lo porque não tinha documentos. Uma outra mulher, de mais idade, apareceu e se dispôs a ajudar a moça, convidando a vítima a fazer o mesmo. A vítima acabou aceitando a proposta e entregou R$ 700,00 e depois mais R$ 400,00 às estelionatárias, que sumiram.