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Fórum usa fita sinalizadora para interditar a Prefeitura

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os membros do Fórum Popular de Debate sobre Bauru interditaram simbolicamente, ontem, o Palácio das Cerejeiras, sede da Prefeitura. O ato foi a maneira que a entidade encontrou para protestar contra a Administração do prefeito Nilson Costa (PPS), que na avaliação de seus integrantes trata com descaso problemas de infra-estrutura da cidade, dentre os quais as enchentes.

A entidade representa vários segmentos da sociedade organizada. Munidos de faixas, os organizadores do protesto utilizaram alguns metros de fita sinalizadora de interdição, alternada pelas cores amarelo e preto, para bloquear, simbolicamente, a entrada principal da Prefeitura.

Segundo eles, esse tipo de fita não foi utilizado para sinalizar a erosão da avenida Waldemar G. Ferreira, provocada pela forte chuva do dia 8 de fevereiro deste ano. O buraco foi o responsável pela morte de três pessoas. Após a interdição simbólica, os membros do fórum protocolaram o abaixo-assinado com 5 mil assinaturas.

O calhamaço do documento vai seguir para o gabinete do prefeito com uma pequena mostra da fita sinalizadora de interdição. O abaixo-assinado repudia o tratamento que a Administração está dando na recuperação dos estragos do temporal do início do ano, que só agora, passados oito meses, começam a receber obras de reparação.

O advogado Sandro Fernandes, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), informou que na próxima semana vai encaminhar ao Ministério Público do Estado a representação criminal contra a Prefeitura pela morte do aposentado João Moraes Filho. O documento será anexado ao processo que já tramita no MP, protocolado pela OAB, responsabilizando a Administração pelas mortes registradas no temporal.

Inquérito

O delegado-adjunto do 1º Distrito Policial, Dinair José da Silva, informou, ontem, que o inquérito instaurado para apurar as mortes registradas nas avenidas Waldemar G. Ferreira e Alfredo Maia, em fevereiro, prossegue.

Ele explicou que já ouviu familiares das vítimas fatais, o coordenador da Defesa Civil, Antonio Brito, o chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, e o secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias.

O delegado diz que se ficar comprovada imprudência, negligência ou imperícia - uma das modalidades de culpa - membros da Administração poderão ser responsabilizados criminalmente por homicídio culposo, que rende pena de um a três anos de reclusão.

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