Sacrifício
As articulações para a composição da executiva municipal do PPS já começaram. A instância política (aquela que decide, na prática) é formada por sete cargos, mas demonstraram interesse em ocupá-los pelo menos dez dirigentes e militantes. Ou seja, como há nomes demais para cargos a menos, três dos interessados vão ter que ir para o sacrifício. Resta saber se o partido vai sair inteiro da convenção deste domingo.
Os intocáveis
E o prefeito Nilson Costa (PPS), que oficialmente afirmava não estar intervindo no processo sucessório do PPS, mudou de idéia. Uma fonte muito próxima do prefeito garante que ele indicou pelo menos dois nomes para a executiva: Roberto Bil Barbosa (diretor da Emdurb) e Constante Mogione (presidente da Cohab). A dupla, pelo visto, com as bênçãos do alcaide, é intocável.
Pela unidade
Dos sete cargos da executiva sobraram, portanto, cinco. Além de Rubens Rubão de Souza, que está praticamente garantido na presidência do partido, disputam as quatro funções restantes Antonio Sérgio Marsola, Braz Melero, Raul Gomes Duarte Neto, Edson Ramos Tayar (Cebolão), José Carlos Zito Garcia, Dilmar Pandolfi e Luiz Alexandre Marcondes Monteiro. Desses sete, três vão ter que ir para o sacrifício, em nome da unidade.
Incontrolável
Além das sobras oficiais, pode ser que na última hora surjam surpresas na convenção do PPS. Por exemplo: o vereador Edmundo Albuquerque, até o momento, demonstra estar alheio ao processo, mas pode surgir como surpresa no domingo. Outro que está acompanhando à distância as articulações e pode ter um desejo repentino de participar da executiva é o secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias.
Polêmica
A Câmara Municipal deverá discutir e votar na sessão do próximo dia 22 o projeto de lei que cria a Fundação de Previdência dos Municipiários (Funprev). Nos bastidores, comenta-se que a proposta vai receber várias emendas para consertar alguns erros praticados pela Administração na redação do texto. A discussão promete. O Sinserm, que é contra o projeto do jeito que está, avisa que vai lotar a galeria de servidores.
Ficou no PMDB
O deputado federal Milton Monti (PMDB), de São Manuel, decidiu mesmo não trocar de partido. Após sua derrota para o ex-governador Orestes Quércia, na disputa pelo diretório estadual, o deputado ensaiou trocar de legenda. Fez até pesquisa entre seus correligionários para saber a opinião. Mas com a eleição do deputado federal Michel Temer para a presidência nacional do PMDB, Monti mudou de idéia. Os dois compõem o mesmo grupo.
Interdição
Os integrantes do Fórum Popular de Debate sobre Bauru prometeram e cumpriram, anteontem, interditar, de maneira simbólica, o prédio da Prefeitura. Alguns metros de fita sinalizadora de interdição (aquela alternada pelas cores amarelo e preto) foram afixados na portaria principal do Palácio das Cerejeiras. Um pedaço da fita acompanhou o calhamaço contendo cinco mil assinaturas repudiando o descaso da Administração com relação às enchentes.