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VEREADOR?... PASTOR?... OU...

Wilson Marcos de Souza Gaia
| Tempo de leitura: 2 min

Lendo as matérias deste conceituado jornal, como faço habitualmente, no dia 16 de outubro (terça-feira) deparei-me com o título que dizia: Fiscalização em igrejas revolta Pastor Luiz e Valle; atento então ao que explanavam os dois vereadores ou pastores a respeito do assunto, revoltados estes com as notificações de templos, onde o órgão da Prefeitura determina medidas para maior proteção, segurança e preservação da vida aos seus fiéis, fato que ao meu ver revolta os vereadores para que um deles chegasse ao ponto de pronunciar palavras impublicáveis em uma tribuna. Já o sr. vereador e pastor Valle chamou a atenção para o artigo quinto da Constituição brasileira, onde em seu parágrafo específico torna livre a prática de quaisquer cultos de cunho religioso e, vou além, nos garante a Constituição o direito de reunião, desde que pacífica. Quando preparava-me para parabenizá-lo eis que surge o malfadado preconceito e, por que não, injúria deste vereador que, querendo dividir as responsabilidades, chama a atenção para a Igreja Católica e, como declarou, terreiro de macumba, chamando mentores de feiticeiros.

Sr. Valle: quero eu crer que o sr. se pronunciou como pastor e não como vereador a respeito do terreiro de macumba ou feiticeiro, pois pelo jeito a sua ignorância vai a tanto de não saber que não existe terreiro de macumba, pois macumba seria um instrumento feito de uma árvore de tronco oco, conhecida por macumba, revestido com couro de cabrito ou outro animal selvagem, em forma de tambor, tocado por macumbeiros, nativos africanos, em suas festas e cultos aos seus reis. Os fiscais da Prefeitura podem ficar despreocupados, pois feiticeiros só existem na mente retrógrada de pseudo-salvadores de almas que, para convencer a sua gleba de fiéis, criam estas estórias mirabolantes, e posso afirmar que se procurados os templos espirituais, bem como os templos de Umbanda, religião reconhecidamente brasileira, ou Camdomblé, de cunho sério, notar-se-á que estes funcionam como empresas, apesar de serem filantrópicos, tendo toda sua documentação em ordem com escritórios de contadores e demais exigências, inclusive federações que mantêm cópias de estatutos e demais formas de documentos. Portanto, sr. Valle e sr. Luiz, meçam mais suas palavras para que não se tornem impublicáveis ou ofensivas quanto tiverem que defender os seus fiéis. (Wilson Marcos de Souza Gaia - RG: 16.826.299)

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