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A eles, zeladores de vida!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 3 min

Vida... vida... vida!!! Quem é que tem poderes absolutos para nô-la emprestar pelo tempo que entenda, segundo seu amplo e livre arbítrio, a partir do ventre da genitora, e, em seguida, conduzi-la com suas bondosas mãos, por tempos até centenários? Emprestar, sim, esse é o devido e indesmentível termo, porque a existência que se recebe em determinado dia não é definitiva e, sim, indiscutivelmente provisória. E, então, o seu grande inventor e emprestante, quem é e como se chama? Chama-se Deus, pois é Ele quem determina os nascimentos, os falecimentos e o dia, a hora e os minutos nos quais acontecem. E, por outro lado, quem é que cuida zelosamente da saúde das criaturas, já que nenhum ser consegue viver no mundo sem cuidados e desvelos especiais, especialíssimos até? Em uma só palavra responderíamos, explicando chamar-se Médico, instituído também por Deus, especificamente, para ajudar a prolongar a caminhada terrestre da espécie, por isso que tem no Criador o seu emérito mestre-escola, cujo atributo o nobre facultativo reconhece conscientemente. Tanto reconhece que mantém permanentemente, em lugar de destaque na parede de seu consultório, em moldura expressiva, a íntegra de sua oração pessoal. Que diz ela? Pede nada mais nada menos que inspiração e energia de Deus para o bom exercício de sua importante função, evocando-o assim: Senhor, tu és o Grande Médico! Ajoelho-me fervorosamente diante de ti! E, já que tudo que é bom vem de tuas decisões, eu te peço habilidade para minhas mãos, lucidez para meu espírito e entendimento para meu coração. Afasta de mim a cobiça e a mesquinhez. Dá-me correção nas atitudes e forças para poder aliviar, ao menos em parte, os sofrimentos de meus semelhantes. Dá-me a graça de compreender o privilégio, que Tu me concedes, de confiar em ti com a fé simples de uma criança. Amém!

Pois bem. Neste primaveril 18 de outubro transcorre o dia dele, o Médico. É, portanto, o dia específico daquele que cuida, aqui na Terra, dos seres humanos que Deus cria através dos céus. Gente que não prefixa horas para acudir os semelhantes que, na compaixão dos lares, nos desastres das estradas e das ruas ou no recesso melancólico dos hospitais, passam o tempo acometidos de algum sofrimento físico. Gente que, por isso, abandona o prato da refeição que esteja fazendo, os momentos de descanso que tenha podido adotar ou o sono repousante a que venha se submetendo, e, tão rápido quanto possa, parte em socorro do necessitado que, chorando, o espera com seus males, suas dores e seus gemidos. Confessamos que, em nossos longos anos de imprensa, temos visto não poucos clínicos com lágrimas comovidas nas faces, como as de seus próprios clientes, diante de quadros irreversíveis de pacientes seus. A categoria merece, portanto, as homenagens que lhe forem tributadas em função do transcurso de sua data magna, sendo ela coadjutora insubstituível da preservação de milhões de vidas, diariamente, em todo o mundo. É a nossa opinião. (*) O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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