Avaí - Além da implantação da patrulha rural, a Polícia Militar de Avaí intensificou a fiscalização de caminhões de transporte de gado, que passam pela cidade, com a finalidade de evitar, ou pelo menos dificultar, os furtos nas fazendas do município. Por determinação do sargento Dimas Franco de Souza, 39 anos, comandante do policiamento militar da cidade, todo caminhão, com animais ou mesmo vazio, deve ser parado e um questionário deve ser preenchido.
Nele devem constar todos os dados do motorista e do veículo. É um trabalho preventivo. Todo caminhão que transporta bovinos, seja ele carregado ou vazio, que passa pela cidade, é parado pela viatura policial e é fiscalizado, informou o sargento.
Se o caminhão estiver carregado, o policial anota os dados dos animais como quantidade transportada, raça, cor, a marca do proprietário e o local de origem e destino dos animais. Se for registrado algum furto em nosso município, a gente já terá subsídios para iniciar as investigações, explicou. De acordo com o comandante de Avaí, esse reforço na fiscalização começou em julho, logo após o furto de 152 cabeças de gado, da Fazenda do Lago. Depois disso, não foi registrado mais nenhum outro furto em nossa cidade, comemorou.
Associação
Enquanto Avaí reforçava a fiscalização dos caminhões, os pecuaristas criavam a Associação Rural de Agudos e Região (ARAR). Hoje, passados quatro meses, os fundadores comemoram a adesão de quase 70 sócios. De acordo com o vice-presidente da associação, o pecuarista José Ademar Simões, 52 anos, após a criação da ARAR houve redução no número de furtos. A finalidade da associação é discutir não só a questão dos furtos de animais, mas também outros problemas que os pecuaristas enfrentam no dia-a-dia, como a compra de sal e medicamentos para o rebanho.