De segunda à sexta-feira, o Vitória Régia recebe poucos visitantes. A baixa freqüência talvez esteja associada à falta de opções para serem desfrutadas
A freqüência no parque Vitória Régia durante os dias de semana é baixíssima, com exceção de habituais visitantes que não dispensam as caminhadas e banho de sol dos filhos. Nos fins-de-semana, a presença de populares é consideravelmente maior, mas também pequena quando considerada a deficiência de aparelhos públicos destinados ao lazer na cidade. Ou as pessoas desistiram ou ainda não descobriram o amplo espaço.
Sem dúvida, pouco há o que se fazer no Vitória Régia. De segunda à sexta, praticamente nada, a não ser nos finais de tarde e durante à noite, períodos em que bares vizinhos abrem suas portas. De dia, o parque só serve mesmo para as caminhadas, o que já não é muito aconselhável à noite, em razão da escuridão - o sistema de iluminação é bom, mas o racionamento exigiu cortes. Aos sábados e domingos, há lá quem faça seu comércio (pipas e bichos de pelúcia em especial). Um ou outro encosta um trailler ou veículo improvisado para vender lanches, sucos e garapa. A presença desses comerciantes seria até normal não fosse pelo fato de não existirem lixeiras no parque. Resultado: é de dar dó a sujeira que se acumula. A instalação de lixeiras, por sinal, deveria ser imediatamente providenciada na opinião da médica "meio aposentada" Maria Rúbia Fernandes Lopes, que caminha ao menos três vezes por semana no Vitória. "Hoje em dia até que está mais limpo, mas é uma judiação ver esse parque assim", lamentou ela, que também fez menção à gordura e sujeira deixados pelos lancheiros dos fins-de-semana.
"Particularmente, não acho que o parque necessite de tantas mudanças para ficar bom, ainda que não entenda os motivos dele ser tão pouco freqüentado. Para mim, seria suficiente se colocassem lixeiras e conscientizassem o povo a utilizá-las. O bonito do Vitória Régia é essa simplicidade", opinou.
Mesmo que malconservado e pouco freqüentado, o parque consegue mantém a pacificidade. Entre 2000 e agosto deste ano, apenas seis ocorrências policiais foram registradas no local, sendo quase todas de natureza leve - furtos, apreensão de objetos, lesão corporal e um tráfico de entorpecentes.