O Aeroclube de Bauru foi fundado em 8 de abril de 1939, pelo major Marinho Lutz. O militar presidiu o clube até 1946 e foi responsável pela implantação de cursos de pilotagem de aviões, vôo a vela e aeromodelismo.
Desde o início, as dependências do aeroclube e da escola de pilotos sempre foram consideradas as melhores e mais bem equipadas do País.
Em razão da importância histórica do aeroclube para a cidade e para o País, suas edificações foram tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac), em fevereiro deste ano, e não podem mais ser demolidas ou ter o projeto alterado.
Além de patrimônio histórico municipal, o Aeroclube de Bauru tem importância mundial no ensino e prática de vôo a vela, categoria em que os atletas bauruenses já conquistaram diversos títulos nacionais e internacionais.
Entre as atividades de ensino e prática de aviação civil, de turismo e deportiva, o aeroclube oferece cursos de piloto de planador, piloto privado de aviação, piloto comercial, instrutor de vôo de avião, simulador de vôo, piloto privado de helicóptero, piloto comercial de helicóptero, comissário de vôo e mecânica de manutenção aeronáutica.
Os interessados em fazer esses cursos ou participar de um vôo a vela devem procurar a sede do Aeroclube de Bauru, localizada na alameda Octávio Pinheiro Brisolla, 19-100, ou telefonar para (14) 234-7900.
Santos Dumont
Alberto Santos Dumont nasceu em 1873, no sítio Cabangu, em Minas Gerais. Em 1892, mudou-se para a França para estudar Física, Mecânica e Eletricidade.
Interessado em aerostação, iniciou a construção de balões dirigíveis impulsionados por motores. Em 1900, ganhou o prêmio Deutsch de La Meurthe por ter cumprido o desafio de decolar e fazer o percurso de ida e volta de Saint-Cloud a Torre Eiffel, em 30 minutos, a bordo de um dirigível.
Em 1906, a bordo do famoso 14-Bis, Santos Dumont ganhou o prêmio Archdeacon por ter conseguido decolar do campo de Bagatelle, na presença de membros do Aeroclube da França, e voar por uma extensão de 66 metros por meios próprios, ou seja, sem o auxílio de meios externos, como a catapulta.
Por causa desse vôo, Santos Dumond ganhou os títulos de Pai da Aviação e patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, por meio da qual recebeu a patente de Marechal-do-Ar.
Entre 1907 a 1910, o aviador realizou inúmeros vôos a bordo do monoplano Demoiselle. É autor dos livros No Ar e O que Vi: o que Veremos e inventor do relógio de pulso.
Alberto Santos Dumont morreu em São Paulo, em 1932, profundamente deprimido com o uso do avião nas guerras.