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Falta de médicos nos postos de saúde domina a sessão

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A falta de médicos nos postos de saúde e a consenqüente dificuldade da população em receber atendimento básico na periferia foi o principal assunto levantado na sessão de ontem à tarde, na Câmara Municipal. O vereador Pastor Luiz (PL) voltou a disparar contra a Administração, pedindo solução para o problema que, segundo ele, já se arrasta há anos. O tema já tinha sido levantado pelo vereador José Clemente Rezende (PSB).

Para ilustrar sua abordagem, Pastor Luiz (PL) divulgou pela emissora legislativa matéria exibida pela TV Record, cuja direção é do grupo evangélico da qual faz parte. A matéria voltou a repetir as dificuldades enfrentadas pelos munícipes na busca por atendimento básico de saúde nos postos da periferia de Bauru. O vereador salientou, na matéria, que faltam médicos e os cidadãos são submetidos a inúmeras filas que se formam na madrugada. Mesmo com este sacrifício, muitos deixam de ser atendidos por falta de médicos.

O tema tinha sido levantado pelo vereador José Clemente Rezende (PSB) ainda neste ano. Clemente também criticou, na tribuna, os problemas enfrentados pelos moradores que dependem do atendimento público de saúde. O líder do prefeito na Câmara, Milton Dota Jr. (PTB), respondeu que essa questão está sendo tratada como prioridade pelo Executivo. A Secretaria Municipal de Saúde está envidando esforços para solucionar a falta de médicos. O prefeito recebeu até com alívio a liminar do Judiciário, que lhe dá respaldo para a contratação de profissionais na área. O que não se pode é tomar decisões sem levar em conta a legislação fiscal, comentou.

O prefeito Nilson Costa (PPS) assinou, na última sexta-feira, a autorização para a contratação de médicos, inclusive pediatras, além de enfermeiras para os postos de saúde no Município. A medida visou o cumprimento da liminar expedida pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer. O magistrado concedeu, na semana passada, dez dias para que o Município tomasse a providência.

O prefeito alegou que, embora fora dos limites de gastos com pessoal em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a Administração adquiriu condições para realizar as contratações, em se tratando de uma área prioritária no atendimento à população. Conforme a secretária municipal de Saúde, Eliane Fetter Teles Nunes, estão sendo contratados pediatras em regime temporário. Isso porque o Município não conta com concursos ainda válidos para esta função. A determinação do juiz Ubirajara Maintinguer vale somente para a reposição de profissionais exonerados nos últimos dois anos pelo Município. Pelas contas da Secretaria Municipal de Saúde, existem 38 cargos vagos, sendo 15 médicos pediatras, cinco clínicos, 12 auxiliares de enfermagem e seis enfermeiros. Mas as contratações abrangem, por enquanto, 12 pediatras, os cinco clínicos e quatro enfermeiros. Há, ainda, duas vagas necessárias para a enfermaria, mas sem disponibilidade nos últimos concursos.

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