Geral

Receita de multas supera R$ 2,8 mi

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A fiscalização eletrônica gerou aumentos sucessivos na receita de multas, sobretudo a partir da chegada dos radares.

O advento da fiscalização eletrônica no trânsito municipal, um programa iniciado pela atual Administração no início do ano passado, colaborou para a redução de velocidade em alguns pontos da cidade. A medida também vem contribuindo para a manutenção de investimentos junto à Companhia de Trânsito Municipal e, ainda, propiciou com que a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) utilizasse os recursos das multas com o custeio de parte de sua folha de pagamento. Por outro lado, a receita com a fiscalização vem crescendo. A era da eletrônica na fiscalização do trânsito já rendeu mais de R$ 2,8 milhões em pouco mais de um ano em uso na cidade.

A instalação de lombadas eletrônicas no Município, mas sobretudo de radares, foi um dos temas mais explorados na eleição municipal do ano passado. Chamada de instrumento da indústria das multas, a medida gerou protestos e reação junto aos usuários de veículos. Feita por amostragem, em apenas alguns pontos da cidade, a fiscalização eletrônica tem garantido uma considerável receita para os cofres municipais. Gerenciado pela Emdurb, o sistema passou a render, inicialmente, cerca de R$ 150 mil, conforme a gestão anterior da empresa municipal.

Em 2001, a arrecadação com multas disparou, enquanto que o número de infrações teve queda abrupta. Segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, em 2000 a média de infrações de trânsito registrada pelos equipamentos eletrônicos era de 4 mil/mês. O número caiu para pouco mais de 1 mil multas/mês em 2001. Por outro lado, a receita passou de estimados R$ 150 mil/mês para R$ 400 mil.

A resposta para a desproporcional elevação na receita contra a inversa redução no número de infrações ocorre por um fenônemo financeiro, na avaliação da Emdurb. É que muitos usuários preferem pagar as multas quando do licenciamento dos veículos. Como os equipamentos eletrônicos foram instalados a partir de maio do ano passado, esses valores estão refletindo na receita deste ano, a partir da programação anual dos licenciamento conforme o número final das placas. Assim, a receita média de R$ 150 mil/mês em 2000 teria produzido reflexo neste exercício. Pelo menos as cifras correspondem a esta avaliação da empresa municipal. A receita em janeiro foi de R$ 297 mil, passando para R$ 383 mil em maio e chegando a R$ 441 mil em agosto passado.

Uso dos recursos

O saldo em caixa com receita de multas na Emdurb é de R$ 1.164.122,91, conforme dados do último dia 15 de outubro. Os recursos têm sido utilizados para o pagamento de gratificação mensal aos policiais militares que atuam na Companhia de Trânsito. A verba também é aplicada na compra de equipamentos para o trânsito, manutenção - como pintura de faixas -, projetos de engenharia de tráfego e aquisição de equipamentos para a PM, como motos, comunicadores, fardas, etc.

A partir deste ano, a Administração Municipal também recebeu da Câmara autorização para custear a folha de pagamento da Diretoria do Sistema Viário (DSV) da Emdurb com a receita das multas. O último levantamento aponta uma despesa mensal de cerca de R$ 140 mil. A grande maioria dos registros de infrações é feita pelos radares eletrônicos. A Emdurb informa que apenas um dos dois equipamentos instalados funciona por vez. Outras três lombadas eletrônicas registram a minoria das infrações captadas pelos equipamentos eletrônicos. Assim, a era da fiscalização eletrônica no Município funciona por amostragem, flagrando somente as situações registradas quando os equipamentos estão funcionando. Isso permite que, potencialmente, nem todos os infratores sejam multados.

Comentários

Comentários