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Dom Luiz Antonio é bispo desde 97

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Dom Luiz Antonio Guedes nasceu em Mogi-Mirim, SP, aos 25 de novembro de 1945. Seus pais, Sinésio Guedes e Maria Carecho Guedes, já faleceram. É o primeiro entre sete irmãos. Cursou o primário e o secundário em sua terra natal. Ingressou no Seminário da Imaculada, da Arquidiocese de Campinas, no decorrer do segundo grau escolar.

Por incentivo do reitor do seminário concluiu, na Escola Técnica de Comércio de Valinhos, um curso técnico de Contabilidade que havia iniciado em Mogi-Mirim. Sendo seminarista da Arquidiocese de Campinas fez os estudos filosóficos no Instituto Estigmatino de Campinas e os de Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Foi ordenado diácono no dia 12 de março de 1972, na Matriz do Senhor Bom Jesus do Mirante, em Mogi-Mirim, e recebeu o presbiterato na vigília de Pentecostes pela imposição das mãos de dom Antônio Maria Alves de Siqueira, arcebispo metropolitano de Campinas, aos 20 de maio de 1972, na Matriz de São José, em Mogi-Mirim. Presidiu pela primeira vez a Eucaristia no dia seguinte, 21 de maio, na Matriz do Senhor Bom Jesus do Mirante, também em Mogi-Mirim.

Exerceu seu ministério primeiramente como integrante da equipe de presbíteros encarregada da pastoral nas Vilas Planejadas de Campinas, durante nove anos. Foi pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, em Indaiatuba, da Paróquia de Santa Luzia, em Campinas, de SantAna, em Sumaré; administrador paroquial de Nossa Senhora da Pompéia, em Campinas, de São Cristóvão, em Valinhos e de Cristo Rei, em Campinas. Trabalhou na formação de novos presbíteros como reitor do Seminário de Filosofia (1976/80) e de Teologia (1984/89). Participou em várias comissões pastorais na Arquidiocese e no Regional Sul 1 da CNBB. Foi membro, secretário e coordenador do Conselho de Presbíteros. Integrou o Colégio de Consultores da Arquidiocese. Finalmente, foi pároco da Paróquia de Santa Cruz, em Campinas, durante oito anos de onde saiu para assumir a Coordenação Geral da Pastoral da Arquidiocese.

No dia 29 de janeiro de 1997 foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Campinas e simultaneamente foi eleito Bispo titular de Maturba. Sua ordenação ocorreu aos 9 de março de 1997, na Catedral Metropolitana de Campinas, por dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Metropolitano.

Seu lema episcopal é: Scio cui credidi - Sei em Quem acreditei (2 Tm 1, 12).

Como Bispo Auxiliar de Campinas continuou, por mais dois anos, na função de coordenador geral da pastoral. Exerce o cargo de vigário geral da Arquidiocese e de animador da pastoral na Região Episcopal Campinas. Foi o secretário geral do 14.º Congresso Eucarístico Nacional, coordenando todos os seus trabalhos de preparação e de realização.

Padres, religiosas e leigos aprovam nomeação

Padre Milton César Carraschi (Paróquia São José do Trabalhador) Particularmente conheço dom Luiz. Eu me formei em Campinas. Ele era o reitor do Seminário de Teologia de Campinas. Uma pessoa muito humana, sensível, inteligente. Ele se encaixa como luva nas necessidades da Diocese de Bauru. Dom Luiz será muito bem-vindo. Realmente era a pessoa que nós esperávamos para nossa Diocese.

Padre Ivo Martinelli (reitor do Seminário Diocesano de Bauru) Dom Luiz vem preencher uma expectativa grande de todos os membros da Diocese de Bauru. Na Igreja, a figura e a missão do bispo são sempre muito importante. Sem o bispo, fica sempre mais difícil o caminhar da Igreja. Ele é o ponto de unidade, é o incentivador da Igreja em toda a Diocese.

Monsenhor Almir Cogiola (Ecônomo da Diocese) Nós sabemos muito bem de todo o currículo de dom Luiz. Sabemos muito bem o quanto ele é pastor, principalmente com relação aos sacerdotes. Estamos certos de que a nossa Pastoral da Diocese continuará sempre em boas mãos. Ele é um aglutinador e vem para somar cada vez mais esse trabalho de Igreja.

Padre João Batista Aoki (Paróquia Maria Mãe do Redentor) Diocese sem bispo é como se estivesse faltando uma unidade maior. Tenho que destacar o trabalho de monsenhor Enedir, que fez um bom trabalho. Eu acho que o novo bispo terá toda capacidade missionária. Tenho uma boa expectativa de dom Luiz. Realmente Deus soprou o Espírito Santo em Bauru.

Irmã Jacinta Turolo Garcia (reitora da USC) É uma pessoa muito positiva. Dom Luiz é muito conhecido pela sua capacidade de união. É também um bispo muito aberto. Ele está dentro do que a Igreja Católica pede hoje para todos. Vai ser muito bom para todos nós. Creio que dom Luiz poderá contar muito com a Paróquia Universitária e com a Universidade do Sagrado Coração.

Rodney José Bastos (presidente do Conselho Diocesano de Leigos e Leigas) Trata-se de um bispo jovem. Isso mostra que ele tem preocupação com a Igreja como um todo. E também ele provém de uma Diocese onde existe um trabalho muito forte de leigos. Para nós, é motivo de muita alegria. No mínimo, dom Luiz vai dar continuidade ao trabalho já existente na Diocese, que eu considero progressista e avançado.

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