Sob nosso conceito profissional (durante os últimos 35 anos), tivemos e manifestamos nosso pensamento de que, dentre as grandes empresas, a maior parte delas pertencia a aglomerados financeiros multinacionais. Tal como, especificamente as montadoras de veículos (que mais se distinguiram), dentre outras tantas cujos capitais se uniram a possantes indústrias, supostamente imigradas de vários países de origem. Formações de sociedades acionárias que entre si, se tornaram conglomerados originários de capitais acionários exteriores. Portanto, parcerias de capitais, independentemente dos respectivos valores financeiros investidos, sob o mando administrativo dos poderes acionários.
Assim é que - até bem pouco tempo, não mais que dez anos - sempre se supôs, que as várias e pomposas participações financeiras aplicadas em ações nos aglomerados industriais seria a melhor maneira de lucro participativo. Nestes últimos tempos, entretanto, novas técnicas começaram a mudar, segundo a presença do que entendemos como um procedimento de certa duplicidade no contexto mundial de crescimento empresarial. Isto é, algo que se propõe, na expectativa de - ao invés de aglomerar-se largamente, dividir-se no encalço da busca do próprio crescer - concorrendo inteiramente contra a globalização, no âmbito econômico/industrial de parceria acionária e de crescimento da geração de trabalho.
Ultimamente, quando mais se mostrava aguerrida a formação crescente da globalização econômico/mundial, largamente amaldiçoada na maior parte do mundo global. Por suas suscetíveis intervenções geradoras dos vários transtornos econômicos, oriundos do Oriente, quando proporcionaram estilhaços (inclusive aqui na América do Sul, no nosso País e na Argentina), as famigeradas bolas da vez. Entrementes, eis que o bom senso de tarimbados profissionais - tal como o do executivo gaúcho Carlos de Sá - atuante no ramo desde o ano passado, vislumbrou a luz no fim do túnel.
Foi assim que o presidente da Datasul, a segunda maior empresa de software brasileira, com sede em Joinville, SC, Carlos de Sá, desenvolveu uma de suas mais importantes missões, isto é, a de dividir os departamentos da companhia em empresas independentes. As filiais de vendas viraram franquias. A área de finanças foi transformada em prestadora de serviços Exato.
Sabe-se que o progresso não tardou, atualmente, a maior parte das unidades de desenvolvimento de produtos também formam uma companhia diferente, enquanto as demais seguem o caminho da transformação em novas companhias. Tendo em vista o sucesso alcançado, as demais, que vêm sendo encubadas, levam a crer que também estas podem transformar-se em novas companhias.
Nesse passo positivo, a Datasul está apostando que até o final do corrente ano haverá sido responsável por dar origem a 60 empresas que será um núcleo enxuto composto de 40 pessoas. A convicção da certeza do desenvolvimento positivista desse assunto, supera a expectativa, a ponto de festejarem (por antecipação), com a afirmativa do que esperam para o futuro, segundo manifestações próprias: Seremos os gestores de uma rede de negócios. A certeza do sucesso no projeto de dividir para crescer, se encontra na afirmativa (literal): Nos quatro andares trabalham cerca de 500 pessoas.
Apenas 100 são funcionários da Datasul. As demais fazem parte de uma das 30 empresas da rede. Há outras instaladas fora dali. A rede é composta por 2 mil pessoas. Os argumentos que suportam o presente assunto, devem servir de excelente exemplo da perspectiva administrativo/organizacional, porque já testado e largamente bem-sucedido. Na nossa forma de ver, a oportunidade e os resultados atingidos não deixam de ser reconhecidos, como experiência de quem dá valor ao trabalho sério de pesquisa, fazendo-o confiante no seu taco. Excelente exemplo, festeje-se a experiência.
(*) José Almodova é Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas feiras na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br