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Jaú se diz pronta para bioterrorrismo

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Defesa Civil organizou reunião para traçar plano de ação no caso de o município receber cartas suspeitas de conter antraz.

Jaú - A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jaú informou ontem que a cidade está pronta para lidar com o bioterrorismo - problema que vem aterrorizando o mundo desde o início da guerra entre Estados Unidos e Afeganistão. Várias pessoas, em diferentes países, já receberam cartas contaminadas com antraz, uma doença que, se não for descoberta a tempo, pode matar.

O aparecimento de uma carta suspeita em Pederneiras alertou as autoridades municipais. A Coordenadoria de Defesa Civil (Condec) de Jaú promoveu uma reunião com representantes de diferentes segmentos da cidade, incluindo Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Correios e Secretaria Municipal de Saúde.

Na oportunidade, foram discutidas as normas e procedimentos determinados pelos governos federal e estadual para lidar com situações deste tipo e foi traçado um plano de ação. As autoridades se dizem preparadas para o caso de algum munícipe receber cartas suspeitas de contaminação.

Embora a possibilidade de que isso venha a acontecer na cidade seja remotíssima, não será por falta de cuidados que a população vai ficar desprotegida, na estatisticamente desprezível hipótese de o município ser alvo de um ataque de antraz, informou a assessoria de imprensa.

Recomendações

A Prefeitura recomenda que qualquer pessoa que receba uma correspondência suspeita e desconfie da presença de antraz deve ligar para 193 e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, que já estará devidamente esclarecido sobre como deve encaminhar a questão.

A assessoria de imprensa também citou as características de correspondências que devem levantar suspeitas: presença de qualquer substância em pó branco do lado de fora do envelope; correspondência inesperada ou de remetente desconhecido; material endereçado a pessoas que não trabalham (ou moram) mais no local de destino; correspondências sem remetente; marcadas com restrições do tipo pessoal ou confidencial; de peso desproporcional ao tamanho ou forma do pacote; presença de cheiro e ou manchas estranhas; e cidade ou selo postal diferente do endereço do remetente.

A principal recomendação para quem receber uma correspondência suspeita é: não abra. Fechada, ou inadvertidamente aberta, não se deve sacudir ou esvaziar o conteúdo suspeito. Ninguém deve tentar limpar pós ou substâncias líquidas aconselha o secretário geral da Condec, Mário Schwarz. O envelope ou pacote deve ser colocado em um saco plástico. Se não houver embalagem disponível, saia do local, cubra o material e feche a porta do cômodo. Em seguida, avise os bombeiros, pelo telefone 193.

As autoridades jauenses salientam que, se alguém tiver contato com material suspeito, deve lavar as mãos com água e sabão. No caso de contato com roupas, elas devem ser removidas, colocadas em um saco plástico e entregue à autoridades, para que sejam analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz. A Polícia Civil ressalta que qualquer caso suspeito será investigado e que o autor das cartas poderá receber todas as punições previstas no Código Penal.

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