A Prefeitura Municipal tem até o dia 23 de novembro para rescindir o contrato com a TUA. Mas, enquanto isso, o Poder Público está sendo intermediário de uma negociação que pode manter a frota da TUA nas ruas. O Poder Público está propondo um acordo que pressupõe a criação de um consórcio ou até mesmo a fusão das TUA com a Kuba. Assim, mesmo rescindindo o contrato com a TUA, a Administração poderá agregar esses ônibus à frota da Kuba. A questão é que, do ponto de vista legal, somente a Kuba passaria a ter contrato com a Prefeitura.
A TUA passaria a ficar sem contrato com o Poder Público local, sendo formalmente dependente da Kuba. Esta insegurança é um dos obstáculos da negociação. Do ponto de vista operacional, as mesmas frotas continuariam nas ruas. Mas, juridicamente, a Kuba é quem iria passar a deter contrato com a Prefeitura, tendo que se acertar com a TUA do ponto de vista comercial. Uma das saídas propostas para o caso é a fusão das duas empresas em uma só.
A vantagem para a TUA é permanecer em operação na cidade mesmo sem ter contrato com a Prefeitura. Já o Poder Público vê a medida como vantajosa, porque o acordo pressupõe que as partes renunciem a qualquer ação judicial indenizatória ou por lucro cessante. Quem está à margem deste processo é a ECCB, que tem apenas o termo de prorrogação, a vencer em 23 de novembro próximo.