Geral

Ele adora carros, motos e a natureza

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

Há mais de 15 anos ele se dedica à Polícia Militar de Bauru, na divisão de Trânsito. A atividade, que ele diz proporcionar-lhe enorme satisfação pessoal e profissional, não foi escolhida por mero acaso pelo personagem em questão. O cabo Adilson Caldeira, além de ser um apaixonado pelo policiamento de trânsito, adora carros e, principalmente, motos. A história de amor do PM com a carreira e os veículos começou cedo em sua vida, quando ele ainda era um adolescente.

Aos 17 anos, pediu antecipação como reservista e começou a servir o Exército. Simultaneamente, Caldeira prestou os exames pleiteando uma vaga na Polícia Militar. Acabou sendo aprovado e, aos 18 anos, de uma só vez, ingressou na corporação e tirou a sua carteira de habilitação. Estava me habilitando naquele momento e, como na época o policiamento de trânsito de Bauru com motocicletas estava se iniciando, fui logo me candidatando para fazer os testes à atividade, contou Caldeira.

A agilidade proporcionada pelas motos, segundo o policial, justifica a sua preferência por elas. O trabalho na Polícia Militar exige, em várias situações, rapidez para se deslocar até o local de uma ocorrência. A motocicleta é o veículo ideal para isso, considerou o cabo.

Mas o policial não lembra dos veículos apenas quando o assunto é trabalho. Proprietário de uma caminhonete Silverado e de uma moto Sahara 350, Caldeira os utiliza também para, ao lado de sua esposa Cristina, se dedicar ao lazer.

É nessa hora que o espírito aventureiro do policial floresce e ele parte para enfrentar novos desafios. Só que desta vez, no lugar das esburacadas ruas e avenidas bauruenses, Caldeira encara as trilhas existentes na região. Sempre desejei ter uma Silverado e uma Sahara justamente para poder aproveitar os momentos de folga curtindo a natureza. Os dois veículos possibilitam acesso a qualquer tipo de terreno e, quando quero, coloco a motocicleta na carroceria da caminhonete e saio para me distrair nas trilhas, afirmou ele.

Caldeira enfatizou, ainda, que mesmo utilizando com freqüência um veículo potencialmente mais perigoso, nunca envolveu-se em acidentes. Tratada com a devida cautela e respeito às leis de trânsito, a motocicleta é um excelente meio de transporte, disse.

Curiosidades

O que não faltam para Caldeira são recordações de histórias curiosas e engraçadas vivenciadas durante o cotidiano de seus 15 anos de PM.

Uma delas aconteceu quando o cabo dirigia seu carro particular. Estava guiando por uma rua e, quando fui convergir à esquerda, percebi que um veículo estacionado à direita saiu e, repentinamente, cruzou minha frente. De imediato pensei em chamar a atenção de tal motorista descuidado e fui logo encostando meu carro. Quando dei por mim, vi que estava conversando com o vento, pois o outro veículo não tinha motorista. Na verdade, o veículo estava desengatado e acabou avançando com tudo para o meio da rua, lembra, rindo, o policial.

Outro caso, tão hilário quanto o primeiro, ocorreu quando Caldeira estava guiando sua motocicleta. Acompanhado por um amigo, também de moto, dirigia por uma rua quando resolveram aproveitar um corredor formado entre os carros. O policial seguiu até parar em um semáforo, mas a mesma sorte não teve seu colega. Parei a moto no sinaleiro e vi que meu colega não estava mais me acompanhando. Foi, então, que o avistei caído dentro de um veículo, no colo de uma mulher. Ambos estavam discutindo enquanto, no meio da confusão, tentavam um se desvencilhar do outro. Depois ele esclareceu dizendo que a senhora tinha aberto a porta do carro sem avistar que ele se aproximava. Não deu outra. Ele acabou acertando a porta em cheio e caindo no colo dela, relembrou ele.

Perfil

NomeAdilson Caldeira

Idade33 anos

NaturalidadeBauru (SP)

ProfissãoAdvogado e policial militar

HobbyCurtir a natureza

Time do coraçãoPalmeiras

Por que (quem) você ultrapassaria o sinal vermelho ?Pela minha esposa Cristina, uma companheira de todas as horas e, principalmente, de nossos passeios pela natureza.

O que mais lhe irrita no trânsito bauruense ?A falta de cortesia, educação e de consciência dos fatos mais simples do dia-a-dia por parte dos motoristas. Por exemplo, muitas vezes uma pessoa está perdida dentro da cidade, procurando um endereço, e os condutores não têm a sensibilidade para enxergar isso. Em situações como essa as reações mais comuns dos motoristas são a de enfiar a mão na buzina, sem atentar-se para o fato de que a pessoa pode ser de fora da cidade e não conhecer as ruas.

Quem você colocaria no porta-malas do seu carro ?Todos os condutores mal educados e insensíveis.

Quem você não colocaria como passageiro do seu carro?O cidadão que não tivesse patriotismo.

Quem você colocaria como passageiro do seu carro?Todos os que buscam, de uma forma ou de outra, ajudar o semelhante.

Que nota você daria aos motoristas bauruenses?Cinco, mas dou essa nota com uma perspectiva de melhora. É um voto de confiança.

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