A orientação jurídica gratuita oferecida à população, resultado de uma parceira entre a Ordem dos Advogado do Brasil (OAB) de Bauru, Universidade Paulista (Unip) e Polícia Militar (PM) de Bauru, estará no Jardim Bela Vista hoje e amanhã. A Base Móvel da PM, que funciona como escritório para a equipe de estudantes de Direito da Unip e advogados da OAB, estará estacionado na Praça dos Expedicionários, das 8 às 13 horas.
No final de semana passado, a orientação jurídica gratuita foi oferecida no Núcleo Mary Dota, quando foram atendidas 92 pessoas.
Dez estudantes do último ano de Direito da Unip, acompanhados pelos advogados Pili Cardoso, Cícero Scarpelli e Claurivaldo Lessa e pela assistente social Amanda Elisa Vaz, esclareceram dúvidas dos interessados sobre assuntos jurídicos e, dependendo do caso, fizeram encaminhamento para aos órgãos competentes.
De acordo com um dos estudantes da Unip, Daiton do Nascimento, durante uma reunião realizada na faculdade, decidiu-se que os alunos deveriam sair um pouco da teoria e partir para a prática. Fizemos uma parceira com a Polícia Militar e a OAB para realizar nosso projeto que é atender a comunidade gratuitamente e fazer um laboratório de campo, disse.
Nascimento explicou que o Núcleo Mary Dota foi o local escolhido de início porque é um bairro populoso e assim o trabalho poderia atingir mais pessoas.
Nascimento disse que encaminhamentos à Procuradoria do Estado foram os mais comuns. Além disso, casos relacionados ao Procon e a Delegacia da Mulher também ocorreram em grandes números.
O gráfico Edmilson Aparecido da Silva foi atendido pelo projeto na semana passada. Ele explicou que possui uma dívida bancária que gostaria de resolver e precisava de alguns esclarecimentos jurídicos. Eu estou negociando uma dívida e tenho algumas dúvidas. Então resolvi procurá-los para que me orientem de forma que eu possa resolver isso da melhor maneira. Acho excelente esse trabalho que beneficia toda a população, já que para se contratar um advogado particular custa muito caro e, muitas vezes, deixamos de resolver um problema por não ter esse dinheiro. Acho muito válida essa iniciativa, disse.
(*) Colaborou Ieda Rodrigues