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Redação
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Genoíno vence

Confirmando a hegemonia da linha light, o PT de Bauru escolheu o deputado federal José Genoíno como candidato a governador do Estado em 2002, em prévia realizada ontem. 399 petistas da cidade participaram da consulta. Destes, 371 optaram por Genoíno e 17 por Renato Simões, o outro pré-candidato, que representa a linha hard. Seis votos foram em branco e cinco, nulos.

Voto em paz

Em Bauru, a prévia se deu em clima de tranqüilidade. Das 9 horas às 17 horas, os filiados do PT votaram em quatro urnas, nos bairros Núcleo Geisel, Vila Dutra, Jardim Prudência e Centro. Genoíno também venceu em Perderneiras, Avaré e Bariri. As demais cidades ainda não haviam totalizado, até o começo da noite.

Vitória certa

É praticamente certa a vitória de Genoíno na prévia e na convenção que vai oficilizar o nome do PT para a disputa eleitoral do Estado. A grande expectativa em relação à atuação de Genoíno é sobre sua capacidade de disputar e vencer uma eleição para cargo majoritário, já que sua tradição eleitoral é no parlamento.

Eleição 2002

A disputa que se avizinha mais acirrada na eleição para o governo, tomando-se o quadro atual, parece ser a do próprio Genoíno com o atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB), que já teria a certeza de que poderá, legalmente, disputar a reeleição. Paulo Maluf (PPB), que tem eleitorado cativo, anda em fase de baixa.

Pinga-fogo

O ex-filiado do PFL Aparecido de Oliveira, o Piraju, disse, ontem, após ler a coluna e as críticas que lhe fez Dudu Ranieri (PFL), que continua cobrando ética e a doação do salário do vice-prefeito para as entidades sociais da cidade, conforme foi prometido na campanha eleitoral. Dudu desviou o assunto, disse.

Não precisa

Piraju afirmou, também, que aceita, sim, a ajuda de qualquer pessoa, mas não precisa de doação nenhuma de Dudu Ranieri. Porque sou um empresário bem-sucedido, garantiu. Ele acrescentou que já teve convites do PPS e do PL para se filiar, mas decidiu aguardar mais um pouco.

Tesoura na verba

O Ministério Público estadual quer firmar um acordo com a Assembléia Legislativa de São Paulo para pôr fim a vantagens concedidas aos 94 deputados. A principal motivação dos promotores é cortar ganhos extraordinários, como o pagamento mensal de R$ 1,15 milhão a título de verba de gabinete, sem haver a necessidade de prestação de conta.

Feldman admite

Um ofício da Promotoria chegou na última terça-feira ao presidente da Assembléia, tucano Walter Feldman (PSDB), que diz não estar disposto a aceitar pressões de outros órgãos, mas admite discutir com o assunto com o Ministério Público. Feldman tem dito a seus colegas que é preciso agir com absoluta transparência, em respeito aos eleitores.

Brasília acelera

Já o presidente da Câmara Federal, Aécio Neves (PSDB), convocou os líderes partidários para uma reunião nesta quarta-feira, para tentar incluir as matérias de relevância da Casa na pauta de votação deste ano. Um assunto que será discutido nesta semana é a impressão de uma cópia de cada voto efetuado nas urnas eletrônicas, para evitar fraudes.

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