Como o rio Batalha está operando no seu limite, o DAE está estudando uma outra fonte para ajudar no abastecimento de Bauru. A alternativa mais viável até agora é o córrego da Água Parada, na altura da ponte do rio Verde, a cerca de 15 quilômetros de Bauru.
No entanto, para utilizar o Água Parada é preciso construir estações de captação e tratamento perto do rio, o que demanda altos investimentos. O DAE ainda não calculou os custos do investimento, mas sabe que são altos. Por isso, segundo Sérgio Macedo, presidente da autarquia, a proposta é para médio e longo prazos.
De acordo com Macedo, por causa da distância, é inviável fazer a captação no Água Parada e o tratamento na estação do Jardim Ouro Verde. A perfuração de mais poços artesianos na cidade, na região hoje abastecida pelo Batalha, também está praticamente descartada.
O presidente do DAE explicou que o estudo encomendando pela autarquia no ano passado mostrou que as condições geológicas não permitem a perfuração de poços em várias regiões da cidade. Se forem perfurados poços aleatoriamente, estará se colocando em risco o aqüífero Guarani. Está prevista a perfuração, seguindo o estudo sobre o aqüífero, de mais um poço no próximo ano.
O Água Parada vem sendo analisado pelo DAE há mais de um ano. Nesse período de estudos, todos os dados mostram que a água do córrego é boa para consumo. Mas Macedo frisou que, como os investimentos para captação e tratamento são altos, é preciso analisar o rio por um período maior, por pelo menos três anos.