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Acusado de golpe contra a Emdurb alega inocência

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Ricartson Santana negou ter sido o idealizador de uma tentativa de golpe aplicada contra a Emdurb na terça-feira.

Ricartson Santana, de 35 anos, negou envolvimento com a tentativa de golpe aplicada contra a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), na terça-feira, conforme a Polícia Civil informou e foi publicado na edição de ontem do Jornal da Cidade. O acusado desmentiu também a informação de que está foragido da polícia.

A Delegacia de Investigações Gerais/ Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra) identificou dois rapazes como acusados de co-autoria do golpe, cujo objetivo era levar R$ 23 mil da Emdurb.

O golpista ligou para a empresa reservando 23 mil passes em nome de uma empresa fictícia, denominada Crismare Produtos Alimentícios Ltda, alegando que já havia feito o depósito do valor e que funcionários iriam buscá-los.

Dois investigadores da delegacia foram colocados na agência da Emdurb e quando o acusado, Rodrigo Vieira Rodrigues, apresentou-se com a cópia do depósito, foi detido. Antônio Batista Filho, sobrinho da amásia de Ricartson e também acusado de participação na tentativa de golpe, foi detido momentos depois. Os rapazes alegaram que Ricartson seria o responsável pela autoria do crime e que eram inocentes.

Versão

De acordo com Ricartson, a acusação não tem fundamentos e a versão apresentada por Rodrigo e Antônio é falsa. Tal acusação não se sustenta, salienta.

Ricartson afirma que tomou conhecimento da acusação e da tentativa de golpe contra a Emdurb somente ao ler o jornal, na manhã de ontem. Nem fiquei sabendo que estava sendo procurado, enfatiza.

Quanto ao relacionamento com Antônio, o acusado frisa que o rapaz dirigiu-se a ele, na terça-feira, apenas para pedir uma bolsa emprestada.

Além disso, Ricartson acrescenta que não está foragido da polícia. Na manhã de terça-feira teria, inclusive, passado pela delegacia, em busca de algumas informações. Mantenho contato constante com o delegado da DIG/Garra. Eles têm meu telefone e meu endereço e não vieram me procurar, diz.

Ao tomar conhecimento da acusação, Ricartson teria solicitado ao seu advogado que agendasse um horário com os delegados da DIG/Garra, com o objetivo de esclarecer o caso. O encontro teria sido marcado para a próxima terça-feira.

Quanto aos inquéritos de estelionato pelos quais responde, Ricartson reforça: Se arrastam há alguns anos e nunca houve, de minha parte, omissão no chamado das autoridades, afirma.

Tenho certeza da elucidação da verdade, assim como da minha inocência, acrescenta.

O golpe

A reserva dos 23 mil passes foi feita por telefone, em nome de uma empresa. Os R$ 23 mil seriam depositados em cheques furtados ou roubados, num caixa eletrônico de banco 24 horas, para que constassem como dinheiro.

O comprovante do depósito seria fotocopiado e apresentado na agência da Emdurb, para a retirada dos passes. Este seria o segundo golpe aplicado contra a Emdurb. A empresa já perdeu, da mesma forma, R$ 7 mil, em agosto deste ano.

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