Araraquara - O Instituto Adolpho Lutz, de São Paulo, confirmou, anteontem, o resultado negativo do exame sobre a presença de antraz numa correspondência recebida de Bagdá, no Iraque, por um professor da Faculdade de Ondontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, na última quarta-feira. O prédio da faculdade, interditado desde quinta-feira, deverá ser liberado para atividades normais a partir de hoje. A informação é diretora técnica da Direção Regional de Saúde (DIR-VII), Julieta Esther Amaral. Segundo ela, não havia sequer pó na carta, que realmente tratava-se de um convite para um evento em Bagdá.
Julieta explicou que, no exame, raspa-se o interior do envelope com uma espécie de cotonete e realizam-se análises do material encontrado. O procedimento mostrou que não havia nada de anormal no envelope. A suspeita de antraz e a interdição ocorreram depois que um professor, cuja identidade não foi revelada, recebeu e abriu um convite para um evento que não estava relacionado com sua área de atuação com carimbo de Bagdá. Pelo menos 14 pessoas que trabalham no mesmo andar do destinatário foram encaminhadas ao Pronto-Socorro (PS) da Vila Xavier para avaliação médica. Este foi o terceiro caso suspeito de antraz em Araraquara e o sexto na região. Até agora, nenhum caso foi confirmado.
(*) repórter da Tribuna / especial para o JC