Um adolescente de 16 anos acusa policiais militares de terem agredido-o e quebrado sua bicicleta, na noite de sexta-feira, nas proximidades da Casa do Garoto, no Parque Vista Alegre. C.E.P.S. procurou a Polícia Civil e registrou os fatos em boletim de ocorrência.
Um inquérito policial para apurar as circunstâncias e os autores da agressão sofridas pelo adolescente foi instaurado no 2.º Distrito Policial. A Polícia Militar deve instaurar um inquérito Policial Militar para apurar os autores da agressão, explica o comandante da Base Leste, tenente Alessandro Rosseto da Silva. A vítima, acompanhada de seus genitores, deve fazer a denúncia no 4.º Batalhão da PM.
De acordo com o tenente, a partir da denúncia, é instaurado um inquérito que pode resultar até em expulsão. Vai depender do caso, da intensidade da agressão, disse. A mãe de C.E.P.G., Nair Ferreira de Paula, garante que vai levar o caso em frente.
Meu filho é trabalhador. Vende salgadinhos durante a semana e no final de semana, trabalha de encadernador no jornal, disse. Ela não se conforma. Ele foi dar uma volta e, como demorou, eu fiquei preocupada. Quando retornou estava com a bicicleta toda quebrada e cheio de marcas de agressão pelo corpo, contou.
O adolescente, segundo a mãe, não queria que o fato fosse registrado na polícia. Eu tenho medo. Eles prometeram voltar caso eu abrisse a boca, afirmou o jovem. Além das agressões físicas que deixaram marcas no corpo do menor, os policiais teriam utilizado um spray de pimenta nos olhos do rapaz. A substância, segundo a mãe do garoto, teria provocado um processo alérgico no braço.
O adolescente teria encontrado uma viatura da PM, com três policiais, nas proximidades da Casa do Garoto. C.E.P.S. disse que os policiais desceram gritando para que ele colocasse as mãos na cabeça e, em seguida, passou a ser agredido com socos, pontapés e golpes de cassetetes.
O adolescente teria sido colocado na viatura e levado para as proximidades do Bauru Shopping, onde teria ocorrido mais uma sessão de agressões. A vítima teria tentado explicar que seu nome não era Robson, pessoa que os policiais estariam procurando, mas não teria conseguido.
O adolescente teria sido deixado pelos policiais quando uma outra equipe da PM chegou ao local e constatou que C.E.P.G. não era Robson. Os policiais teriam ido embora, deixando o rapaz com a bicicleta quebrada.