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AGRADECIMENTO E INDIGNAÇÃO

(*) Pedro Tobias
| Tempo de leitura: 2 min

Em nome da família Tobias, venho agradecer publicamente às equipes médicas dos hospitais Beneficência Portuguesa e Pronto-Cor, ambos de Bauru, que, durante vários dias, não mediram esforços na incansável luta para salvar mais uma vida humana: a de nosso pai. Mesmo diante da angústia e do sofrimento de todos nós, pudemos constatar o carinho e a dedicação constantes de todos os profissionais de saúde desses dois hospitais, envolvidos diretamente num caso grave, demonstrando respeito e compromisso social.

Como médico e membro da família Tobias, gostaria de agradecer profundamente o atendimento humanizado que o nosso pai recebeu nas duas instituições hospitalares, especialmente dos médicos Carlos Geraldo Carvalho e José Eduardo Antunes, ambos da Beneficência Portuguesa, e das médicas Nilva Regina Gelamo Pelegrino e Miriam Tobias, do Pronto-Cor, bem como suas respectivas equipes de enfermeiros, fisioterapeutas e atendentes.

Que Deus lhes abençoe e possa iluminar seus caminhos, para que continuem trabalhando diariamente para salvar vidas.

Também aproveito a oportunidade para fazer um desabafo e, ao mesmo tempo, mostrar nossa indignação com o principal hospital público de Bauru.

Na tentativa de conseguirmos a internação de nosso pai na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do referido hospital, fomos surpreendidos com a notícia de que não havia vagas. Tal fato causou perplexidade em todos nós. Não porque esperávamos ter algum tipo de privilégio em detrimento aos demais pacientes. Mas porque pudemos sentir na pele a falta de assistência médico-hospitalar num caso grave de saúde, como tantos outros que ocorrem no dia-a-dia e ficam à mercê de um atendimento digno e humano. Na minha opinião, essa omissão na saúde pública é um total desrespeito à Constituição Federal, que garante o direito de todos e o dever do Estado. Com isso, a instituição tem o dever legal e moral de atender os cidadãos, independente de seu poder aquisitivo.

Além do sentimento de dor causado pela perda de nosso pai, neste momento também estamos atônitos com a dura realidade enfrentada diariamente por milhares de pacientes carentes que dependem exclusivamente do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Para eles, o hospital público é a única e a última esperança. Nós, da família Tobias, ainda temos a quem recorrer num momento difícil como o que passamos recentemente. E os pacientes mais humildes... a quem irão recorrer ?

(*) Pedro Tobias é médico e deputado estadual

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