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MT interdita alojamento em Agudos

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

De acordo com o fiscal José Eduardo Rubo, a interdição foi motivada pelas condições precárias do local

Técnicos do Ministério do Trabalho interditaram, ontem, o alojamento dos trabalhadores da construção civil da empresa Eifel de Avaré que executa obras de construção de um barracão na entrada da cidade de Agudos. Os técnicos detectaram que o local onde os trabalhadores dormiam não tinha a mínima condição de uso. As camas improvisadas foram feitas de madeira da própria construção no chão batido e só dois banheiros atendiam os 35 trabalhadores.

O número de camas, segundo o Sindicato da Construção Civil, não eram suficientes e alguns deles estariam dormindo sobre colchões jogados no chão. O alojamento, na verdade, só tinha cobertura, porque as paredes foram feitas de tapume, que mal protegia do vento. Foi detectado a falta de local para que os trabalhadores fizessem as refeições e lavassem suas roupas.

De acordo com informações do sindicato, os cerca de 35 trabalhadores são moradores da cidade de Itaí, portanto estão vivendo no local onde trabalham. As condições são subumanas. A obra, segundo o fiscal do MT, José Eduardo Rubo, não foi embargada. Interditamos, provisoriamente, o alojamento. A interdição é por tempo indeterminado. Depende mais da empresa do que de nós. Assim que eles resolverem os problemas, nós liberamos.

Na opinião da equipe do MT que fez a visita na obra, o alojamento vai ter que sofrer adaptações. Nós vamos conversar com a empresa para estudar que tipo de adaptação vão ser feitas para ficar em condições de uso. Faltam muitas coisas, só tem cobertura. Não tem nem assoalho. Além da interdição, de acordo com o fiscal, a empresa foi autuada e será multada, caso não se defenda. Está sendo autuada pelo não-cumprimento da NR 18. Acredito que eles serão enquadrados em quatro infrações. Além das irregularidades encontradas no alojamento, os fiscais também interditaram equipamentos que estavam sendo manuseados por pessoas sem treinamentos ou sem o uso de proteção.

O encarregado da empresa acusada das irregularidades, que estava no local, não quis falar sobre o assunto. De acordo com ele, só o engenheiro poderia estar falando, mas ele não estava no local.

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