A Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP), inaugurada ontem, pelo reitor Jacques Marcovich, começa a funcionar no próximo ano. A clínica dispõe de 2.100 metros quadrados, divididos em 72 salas, distribuídas em dois blocos e três andares.
A obra custou R$ 2,5 milhões, recursos obtidos da própria USP. A clínica está estruturada em três áreas da Fonoaudiologia: Audiologia, Linguagem e Voz e Funções Estomatognáticas, realizando a prevenção, identificação e diagnóstico dos diferentes distúrbios da audição. O novo prédio começa a funcionar no próximo ano.
O reitor faltou sobre a importância da nova clínica. O câmpus de Bauru constitui para a Universidade de São Paulo, uma das áreas de excelência, não só na Odontologia, mas também na prestação de serviços e qualidade de atendimento à sociedade. O hospital, agora reforçado com a inauguração desta clínica, constitui uma referência de qualidade internacional, disse.
Durante a visita a Bauru, o reitor aproveitou para fazer uma rápida análise sobre sua gestão frente à USP, que está chegando ao fim. A Universidade de São Paulo (USP) tem que se preparar para o futuro porque a sociedade vai exigir cada vez mais dela. Estamos enfrentando o desafio da reorganização do conhecimento humano. O conhecimento humano não se divide mais nos departamentos universitários, nas células tradicionais. Temas como genoma, tecnologia da informação, laser, bio-informática, constituem áreas novas que estão afetando todas as estruturas universitárias em escala mundial. A USP não é exceção. Ela precisa se reestruturar para lidar com essa revolução do conhecimento humano, disse.
Para ele, a gestão é uma etapa na vida de uma instituição já centenária como a USP. Esses quatro anos foram anos de realizações e desafios na dimensão da graduação. Tivemos uma expansão de cursos - são 19 cursos novos, que geraram quase mil novas vagas que estão sendo oferecidas, disse.