A televisão vem estampando essa verdade lapidar, em preto, branco, vermelho, amarelo, marrom e bege. Concordo plenamente: todos os homens, de todas essas cores e outras mais que possam surgir, são iguais.
Então, por que existem segmentos da sociedade que estão propondo que se reserve vagas em universidades para jovens da raça negra? Por acaso serão eles inferiores em capacidade, inteligência e aprendizado do que os amarelos, brancos e/ou vermelhos e outros? Se todos são iguais e se propõem privilégios para apenas um deles, aí está a discriminação. A igualdade consiste em que todos, de todas as cores, tenham a mesma oportunidade, enfrentem os mesmos obstáculos e comprovem a sua capacidade, cada um de per si, sem privilegiar este nem aquele.
Que vão todos à luta, nos vestibulares e que vençam os melhores, sejam eles de que cor ou raça forem. Aliás, a meu ver, o melhor seria que não houvesse um exame vestibular mas que houvesse uma avaliação de curriculum para se adentrar uma faculdade, examinando-se a vida escolar completa do aluno e submetendo-o a uma avaliação de quociente intelectual, para que se possa avaliar se o candidato pode e/ou deve freqüentar este ou aquele curso superior, até porque quem foi que disse que todos devem, podem ou querem freqüentar curso superior? Onde é que se colocam as vocações, as tendências, as aptidões? Em todas as cores e raças existem capazes e incapazes, não é privilégio de nenhuma raça a capacidade intelectual para cursar universidade. Que todos tenham a mesma oportunidade, sem discriminações nem privilégios, os quais, por si só, já seriam discriminatórios.
(*) Isolina Bresolin Vianna - Academia Bauruense de Letras