Geral

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Infelizmente, o cenário sombrio para os empregados das montadoras nacionais, aventado a partir do início do segundo semestre deste ano, começa a ganhar contornos dramáticos.

De nada adiantaram a enxurrada de promoções, bônus e descontos promovidos pelas fábricas na tentativa de reaquecer as vendas no mercado e diminuir os enormes estoques existentes nos pátios de revendedoras e das próprias montadoras.

A Volkswagen anunciou durante a semana que começará, depois de amanhã, as demissões na unidade de São Bernardo do Campo.

A Volks possui 16 mil funcionários no ABC e, segundo nota oficial divulgada pela assessoria de imprensa da empresa, pelo menos 3 mil funcionários serão cortados, nada menos do que 18,75% do total de empregados da unidade.

A decisão foi tomada após os trabalhadores recusarem a aceitar uma proposta de redução salarial de 15%, acompanhada por redução de 15% da jornada de trabalho, anunciada pela montadora como a última alternativa às demissões.

Quanto à fábrica de Taubaté, a Volks declara que ainda existe a possibilidade de acordo. Caso a situação não seja resolvida, mais mil empregados podem ser demitidos naquela unidade.

Mas as dispensas na Volks podem ser o pontapé inicial de outras. As perspectivas também não são animadoras para os empregados das demais fábricas do país, visto que, a exemplo da Volkswagen, já concederam férias coletivas e realizaram paradas técnicas recentemente. Um aviso do que pode estar por vir e que, no caso da VW, acabou se concretizando: demissões em massa.

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