O jovem artista Henrique Cassab Sasajima foi o responsável pelos bonecos de massinha e pela produção da história em quadrinhos da revista da Sapab (Sociedade de Apoio a Pessoas com Aids de Bauru). De uma maneira criativa e descontraída, ele mostrou como foi criada a entidade e quais as pessoas envolvidas no trabalho de apoio às pessoas portadoras do vírus HIV (aids).
Numa animada entrevista coletiva (é um tipo de entrevista que tem a participação de vários repórteres) com os jornalistas mirins da Oficina JC Criança, Henrique explicou como foi feita a historinha e a importância da divulgação da Sapab.
P: Qual foi o personagem que você quis fazer primeiro?R: O primeiro foi o seu Sebastião Paiva. Eu já tinha umas fotos dele, de vários ângulos. Então, ficou mais fácil para pegar os traços principais do rosto dele.
P: Por que você escolheu fazer os bonecos?R: É estranho porque, geralmente, história em quadrinhos é feita com desenho. Eu fiz com bonecos de massinha justamente por falar de um problema real. Fica mais parecido com a realidade, mais próximo das pessoas.
P: Como você descobriu sua capacidade de fazer bonecos?R: Eu desenho há muito tempo e eu nunca tinha feito boneco de massinha. Mas eu sempre tive vontade de partir para esse lado do 3D, que é justamente o trabalho com esculturas. E o boneco de massinha é um tipo de escultura. Esse foi o meu primeiro trabalho, eu arrisquei. É muito difícil para quem não sabe desenhar fazer logo de cara o boneco de massinha.
P: Você sentiu muito medo por ser sua primeira vez?R: Dá um pouquinho de medo, sim. A gente nunca sabe se vai conseguir agradar, principalmente por se tratar de pessoas reais.
P: Você pensou em desistir alguma vez? R: Pensei sim. Mas, como trata-se de um trabalho e não de um lazer, continuei. E acabou dando tudo certo.
P: Teve algum sigilo quanto ao nome dos personagens?R: Só o personagem portador do vírus HIV. A gente procurou não colocar o nome de nenhuma pessoa que recebe auxílio da entidade. Já em relação aos outros personagens, são pessoas que existem de verdade. Elas aceitaram numa boa serem reproduzidas na história. Não teve nenhum problema.