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Redação
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Cena eleitoral

Vagarosamente, as candidaturas a deputado vão se delineando em Bauru. Depois da dobradinha do PSDB, Pedro Tobias (estadual) e Caio Coube (federal), sabe-se que Roberto Purini (PV) deverá tentar uma vaga na Assembléia. Também é quase certo que o deputado Carlos Braga (PTB) vai disputar a eleição. Só não se sabe a que cargo.

Em dezembro

Por sinal, o presidente do PSB, ex-deputado Tuga Angerami, definiu um prazo para se manifestar e decidir sobre sua candidatura. Ele diz, em matéria na página 4, nesta edição, que vai decidir até o final do mês que vem se sai para estadual ou federal. É uma forma sutil de pedir uma definição de Carlos Braga, com quem pretende fazer dobradinha.

No peixe e no gato

Para Tuga, com ou sem dobradinha é imperativo disputar a eleição de 2002, para tentar preservar pelo menos uma boa parte dos mais de 50 mil votos que teve na eleição para prefeito. O grande objetivo, em caso de insucesso no ano que vem, passará a ser, então, a eleição municipal de 2004.

Na ciranda

No mais, o PT deverá ir de Estela Almagro e talvez outro candidato de Bauru ou da região, restando definir a que cargo cada qual concorrerá. O PMDB, ou pelo menos parte dele, tenta convencer Tidei de Lima e o prefeito Nilson Costa e parcelas do PPS sonham com a dobradinha Eliane Fetter Telles Nunes (federal) e Raul Gomes Duarte Neto (para estadual).

Decisão difícil

A Procuradoria do Município de Bauru encaminhou, anteontem, ao prefeito Nilson Costa (PPS) o parecer sobre a situação da Uematsu. No documento, a Secretaria Jurídica ratifica que o caminho é mesmo a revogação da concessão da empresa, ou amigável ou com as sanções previstas em lei. Com isso, caberá ao prefeito analisá-lo e, se concordar, assinar o decreto.

Tapetão

A situação da Uematsu, que pode ter o contrato de concessão perdido depois de ter lutado mais de cinco anos na Justiça, levou um membro do governo a fazer uma comparação com o jogo de futebol. Traçando um paralelo, a Uematsu vencia a disputa até os 45 minutos do segundo tempo, mas cedeu o empate ao adversário quando o apito final já se aproximava. Agora, a decisão é no tapetão, ou na caneta do prefeito, como já esteve na caneta de um juiz.

Inquérito

E por falar em comparações, o vereador José Clemente Rezende (PSB) está comemorando a abertura de inquérito criminal contra o prefeito Nilson Costa por acusação de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Outro dia, muitos nilsistas não escondiam o contentamento por Clemente ter desistido de pedir o afastamento do presidente do DAE, Sérgio Macedo. Anteontem, José Clemente se mostrava satisfeito com a posição da Promotoria.

Alfinetada

Um vereador ligou, ontem, para dizer que a tribuna da Câmara é o instrumento mais democrático de representação da vontade popular, tanto que conta até com imunidade para denúncias. Para ele, se o também vereador Osvaldo Paquito (PL) acha bobagem usar a tribuna, deveria renunciar ao mandato, pois não estaria representando bem seus eleitores.

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