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Funcionários assinam com Banespa

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 1 min

Os sindicatos de bancários de todo o País, que têm funcionários do Banespa em sua base, devem assinar esta semana o novo acordo coletivo da categoria. A negociação com o banco resultou na subtração de vários direitos dos trabalhadores.

Entre os prejuízos, estão benefícios como a promoção automática e as garantias de gratificações a funcionários que adquiriram lesão por esforço repetitivo (LER). A proposta havia sido rejeitada inicialmente em Bauru e outras cidades do Interior, mas foi aceita em São Paulo, onde estão concentrados mais da metade dos trabalhadores do Banespa.

O novo acordo estabelece três anos de reajuste zero, em troca de uma ano de garantia de emprego. O salário inicial de ingresso no banco também baixou, de quase R$ 800,00 para perto de R$ 550,00.

Marcos Silvestre, da diretoria do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, lembra que os aposentados pelo Banespa também serão bastante atingidos com a proposta, já que seus salários são vinculados com os dos funcionários na ativa.

Esse pacotão que o banco está fazendo prejudica todo mundo, mas atinge, em especial, os aposentados do Banespa. Como o banco não pode demitir os aposentados, ele congela o salário. É uma jogada muito esperta, define o diretor.

Silvestre alerta, ainda, para o perigo de futuras demissões de funcionários de carreira. Eles podem nos substituir por funcionários mais novos, com salários bem mais baixos, argumenta.

Quando foi privatizado, o Banespa tinha perto de 20 mil funcionários. Hoje, esse número caiu para 13 a 14 mil. Em Bauru e região, são cerca de 400.

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