Geral

Pobreza: tem solução?

(*) João Caramez
| Tempo de leitura: 2 min

Para combater a pobreza no Brasil, um problema sempre lembrado em período pré-eleitoral, surgem propostas mirabolantes, de todos os partidos, principalmente os da oposição, como se o governo, escolhido pelo povo, não se importasse com o assunto ou, quando se incomoda, deixa nas mãos de um bando de burocratas incompetentes.A história se repete há mais de 112 anos, desde o primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, até Fernando Henrique Cardoso. Nesse período, tivemos 38 governos, democráticos e não democráticos, de direita e de esquerda, e até agora a pobreza no Brasil não teve solução.

Mas, não se enganem, em todas as campanhas eleitorais, seja na de Artur Bernardes, Washington Luiz, Getúlio Vargas, Jucelino Kubitschek até FHC, a ladainha e sempre a mesma, acabar com a pobreza, fome zero. O disco não muda. Antigamente era através do rádio. Hoje é pela televisão e internet. Até parece que basta uma caneta, um decreto ou uma medida provisória para acabar com a fome. Já tivemos um presidente que quis acabar com a inflação por meio de um decreto e não deu certo!

O governo do PSDB Partido da Social Democracia Brasileira vem implementando políticas sérias de combate a fome e a pobreza. Os resultados são positivos. Segundo dados do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na última década o país apresentou avanços sociais significativos: o número de crianças nas escolas aumentou, a taxa de mortalidade infantil caiu, há menos analfabetos, a renda média cresceu e os idosos vivem mais.

O governo do PSDB estabilizou a moeda e implantou políticas de ajuste fiscal para que os Estados e municípios tenham uma administração responsável, sem a qual não há desenvolvimento social, que é mais educação, segurança, saúde e habitação. Colocar o País nos eixos não é fácil, precisa muita vontade política.O nosso grande desafio, o desafio do início do século, é crescer com maior velocidade, que significa emprego e renda, e promover uma distribuição de renda mais justa. Enquanto isso não se concretiza, o Governo toma medidas mitigadoras para amenizar o sofrimento dos mais necessitados, como: a distribuição de alimentos no nordeste, a bolsa escola, renda cidadã, etc.

Em nosso País não falta alimento. A safra de 2000/2001 deve atingir 100 milhões de toneladas. O que falta no País é dinheiro no bolso do povo para viver com dignidade. Diminuir a pobreza e a fome só com crescimento e emprego para todos. Chegaremos lá, porque, como disse um amigo em Tóquio, mestre da paz mundial, no Brasil não cabe nem pessimismo nem desilusão.

(*) João Caramez - Secretário-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo

Comentários

Comentários