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Polícia pede para população ficar alerta com os fugitivos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O tenente-coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), fez um alerta à população de Bauru. Depois da fuga de 89 presos, na madrugada de ontem, o comandante pediu para que todos tomem muito cuidado com pessoas estranhas que batem à porta em busca de informação ou alimentos.

Não abra a porta para qualquer um. Hoje, eles (os bandidos) usam de todos os artifícios para enganar as pessoas, alertou.

De acordo com o comandante, quando um preso foge e quer sair da cidade, uma das primeiras providências que ele toma é tentar conseguir dinheiro e roupas novas.

A advertência do policial é extensiva também aos moradores de propriedades rurais. O alerta é válido também para quem mora em chácaras, fazendas e sítios, caso encontrem pessoas desconhecidas pelas estradas.

Se alguém, porventura, na cidade ou na Zona Rural, suspeitar dessas pessoas estranhas, o comandante da PM pede para que acionem a polícia. Estamos dando prioridade a todas as suspeitas que estão sendo levantadas. O maior aliado da polícia é a população. Por isso, é fundamental essa troca de informações, disse.

Outro apelo que eu faço é para taxistas e mototaxistas. Caso suspeitem de alguém durante uma corrida, anotem o endereço e avisem imediatamente a polícia, continuou o comandante. Ele justificou o apelo lembrando que a polícia não tem homens nem viatura para estar em cada quarteirão vigiando a presença de algum suspeito.

Pouco perigosos

Na opinião do delegado seccional de polícia, Antônio Ângelo Ciocca, não há motivo para que a população fique tão preocupada com os fugitivos do Cadeião. Ele sustenta sua opinião dizendo que nenhum deles representa perigo iminente, pois não pertenceriam ao time de presos perigosos. No entanto, ele não descartou a possibilidade de uma ocorrência mais grave, embora pouco provável.

Acredito que se tivesse que acontecer alguma coisa (envolvendo os fugitivos) já teria acontecido. O delegado citou, como exemplo, a necessidade de um carro para a fuga do detentos. Essa necessidade poderia forçar a prática de um furto. Entretanto, o provável, segundo ele, seria que tal crime fosse cometido logo após a fuga.

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