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Crateras com dias contados?

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Convenha-se que está sendo bem festejada a campanha dirigida contra a buraqueira a que foi relegada a estrutura da cidade. Logo que foi lançada esperava-se muito de sua contextura. E isso vem acontecendo, o que se percebe meridianamente em quase todos os setores, nos quais se batem palmas ruidosas aplaudindo a iniciativa tendente a despertar o poder municipal para a necessidade de esquematizar plano que redunde na redução ou mesmo na eliminação total das crateras, de vários tamanhos, que se abriram na maioria das vias públicas citadinas. Dentro do prisma, nas ruas e avenidas há famílias aplaudindo o movimento, conforme tem notado a mídia, parecendo que estão comemorando eventos parecidos com aniversários, casamentos etc. Poderão até cantarolar o chamado Feliz aniversário ou, mãos levadas ao peito, entoarem solenemente o Hino Nacional, sem dar vivas ao Brasil, mas dando-as ao desejado funeral da buraqueira. Nosso estimado colega Gilmar Dias esteve auscultando o pensamento de gente de diversos locais e voltou à redação visivelmente abismado com as reclamações que chegaram aos seus ouvidos...

Então, conclui-se que os órgãos municipais específicos não podem continuar estáticos, deixando que a buraqueira continue, por muito tempo, martirizando não só os habitantes do percurso como os seus transeuntes, a pé ou montados... A Televisão e a Imprensa têm mostrado alguns aspectos impressionantes da buracama, porém, se tivessem mais espaços disponíveis iriam muito longe em suas divulgações. Seria importante, no entanto, que exibissem também o panorama penoso existente no asfalto de não poucas vias públicas. Neles, o aspecto é deploravelmente calamitoso, conforme esta nossa opinião comentou recentemente, a elas se associando artérias cujo calçamento a paralelepípedo claro se mostra grosseiramente remendado com asfalto negro, algo assim deprimente face aos nossos foros de cidade moderna. Ter-se-ia algo diferente a fazer, visando a solução da grande problemática, a não ser uma série de providências da administração municipal? Não, provavelmente não há. E, então, que a série seja adotada imediatamente. É a opinião nossa e da sociedade.

(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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