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ECCB - BAURU. NÃO PODEMOS NOS ESQUECER DO BAIRRISMO

(*) Paulo Roberto
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Tenho acompanhado todas as labutações sobre o caso da Empresa de Transporte Coletivo de nosso Município, e, verdadeiramente fico preocupado com a forma unicamente legal que tem sido dada ao caso.

Não muito distante podemo-nos lembrar da forma única e soberana que ela operacionava nosso transporte, crítica, e, questionamento à parte a quebra do monopólio subitamente trouxe prejuízo incalculáveis à empresa, seguidos de um problema de delegação de poderes às pessoas que ao que tudo indica não primarão pelo seu desenvolver, culminaram com uma situação pré-falimentar. A partir do momento que a família retorna à frente do comando, busca de forma desesperada uma saída que mantenha a empresa operando, chegando ao ponto de pedir concordata, cumprindo toda esta juridicamente em dia.

Todos estes fatos são claros e notórios à população bauruense. Então, o que causa dúvida? O simples fato de termos que assistir o seu desmontar que com todos os erros somados coleciona sem dúvida mais acertos, tais: mesmo em crise manteve seu quadro funcional inalterado, não diminuiu a qualidade dos seus ônibus à população, buscou saídas legais sem se dar mais a negociatas, etc...

Outro questionamento que me permito ter é o fato de uma empresa que serve para transportar cidadãos no dia-a-dia, que está saindo de uma concordata judicial, portanto sem grandes lucros para se manter no sistema, tenha que apresentar uma frota de ônibus nova, zerada, e os que ela está operando? São obsoletos? Comprar como se a situação era pré-falimentar?

Como não entendi nada, procurei informar-me sobre o fato, descobri que é força da lei do Edital de Licitação, são cláusulas existentes, ou seja, temos que entregar todo nosso transporte nas mãos de alheios, que podem até dar emprego na nossa cidade, mas não produzem riqueza de desenvolvimento local.

Tomei uma decisão bairrista por ocasião (pois não devemos nos esquecer do bairrismo) serei totalmente a favor da luta dos funcionários e da família Quaggio para manter em nossa cidade pelo menos parte do transporte coletivo. Afinal, a ECCB é Bauru, é coisa nossa.

Aproveito para parabenizar referente ao episódio o sr. Prefeito Municipal, Nilson Costa, que demonstrou sensibilidade com as coisas de nosso município, porque as leis existem mas também devem ser questionadas por todos nós.

(*) Paulo Roberto dos Santos Amaral - RG: 15.511.969-2

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