Vem chegando o verão, o calor no coração. Essa magia colorida, coisas da vida. Como diz a canção, essa estação do ano é sinônimo não só de sol, calor e diversão, mas também de novas paixões. E como a maioria das pessoas acaba aproveitando o final do ano para viajar, essa é, mais do nunca, a melhor época do ano para conhecer gente nova. Você já está preparado (a) para encontrar um amor nesse verão?
Querer que uma paixão aconteça é o primeiro passo. Segundo a psicóloga clínica Elga Moreira da Cunha Teixeira Pinto, é mais fácil se apaixonar quando se está disposto a isso. Para ela, a pessoa que tem vontade de encontrar alguém especial se mobiliza internamente para isso e passa agir de uma maneira mais sedutora e simpática do que o normal, além de começar a freqüentar lugares e viver situações nas quais a paixão pode acontecer.
De acordo com o terapeuta holístico e corporal Sérgio Savian, no seu livro: Que Delícia - Paquera e Sexo de Qualidade, a paquera é um estado de espírito e a pessoa que está sintonizada nessa faixa fica mais atenta às possibilidades não importa onde esteja e quanto tempo tenha. Mas para que o romance aconteça é preciso ir à luta. Há pessoas que acreditam que não se deve fazer nada e que o príncipe encantado ou a princesa vai cair do céu. Aparecendo quando for o momento certo. Mas esse é um falso conceito. Se você não fizer absolutamente nada é bem provável que acabe chupando o dedo, diz.
Escolhendo o lugar certo
Quem pretende deixar a solteirice de lado no verão deve saber que lugares freqüentar e como agir. Com toda a explosão de calor e de cores dessa estação, não faz sentido, por exemplo, escolher os shoppings centers como points para paqueras. Esse é o território ideal no inverno, quando todo mundo que ficar protegido entre quatro paredes. O primeira dica então é sair e mostrar a cara. Como não poderia deixar de ser, os lugares que possuem água são os melhores pontos de paquera. Por isso não dispense a oportunidade de ir à praia (se puder), ao clube (ou qualquer lugar que haja uma piscina) ou até aos parques aquáticos. Todo mundo vai estar muito a vontade nesses lugares (em todos os sentidos) e a paquera com certeza vai rolar solta.
Os barzinhos e boates da moda também se tornam points básicos à noite. Essa é a hora de perder qualquer tipo de vergonha e partir para a conquista.
Amor em outra cidade
Quem viaja nessa época do ano acaba levando uma certa vantagem. O fato de estar numa terra estranha, normalmente ajuda a pessoa a se soltar e se aproximar mais das pessoas (leia-se potenciais namorados ou namoradas), já que ninguém a conhece e por isso não vai relacioná-la a nada e a ninguém. Mas a escolha do point também é fundamental. Numa cidade de praia por exemplo, dificilmente uma paixão vai surgir dentro de um museu ou de uma ruína histórica, a não ser que seja por algum (a) outro (a) turista que esteja fazendo o mesmo passeio. Por isso, se tiver a intenção de se apaixonar, prefira os lugares onde existam mais possibilidades, ou seja, muita gente, de preferência, bonita.
Na opinião de Geninho Goes, empresário da área de turismo, que se autodenomina o cupido brasileiro, autor de Como Encontrar Alguém - Manual de Dicas Práticas Para Atrair Alguém Especial, quem está viajando deve aproveitar para conhecer o maior número de pessoas possível, principalmente se estiver só. Caso esteja com uma excursão com outras pessoas, deve se certificar qual a faixa etária dos companheiros de viagem e se existem mais pessoas solteiras no grupo.
Na hora da aproximação, o cupido brasileiro recomenda dez passos básicos, segundo ele, infalíveis:
1- Saia de casa (ou do hotel) e selecione os lugares que freqüenta de acordo com quem deseja conhecer.
2 - Faça muitas amizades.
3 - Mantenha o bom humor e a simpatia. As pessoas estão sempre em busca de coisas boas.
4 - Seja uma pessoa autêntica e original. Impressionar os outros demonstrando o que você não é pode durar pouco tempo.
5- Se você é do tipo que aprendeu desde criança que não se fala com estranhos, esqueça e comece a falar com estranhos.
6 - Numa conversa não seja crítico (a) e evite julgamentos.
7 - Quando perceber alguém que te interessa, mantenha contato visual fixo por cinco segundos, seguido de um breve sorriso.
8 - Dê oportunidades para que os outros venham falar com você. Seja receptivo (a) às novas amizades e cuidado com amigos e amigas super protetores.
9 - Prepare-se para encontrar um grande amor, faça uma lista sobre o que deseja de uma relação e tenha muito claro seus valores.
10 - Se deseja encontrar um grande amor, jamais vá para a cama nos cinco primeiros encontros, a não ser que deseja apenas numa aventura sexual.
Como aponta o último item, para evitar decepções, é fundamental ter noção de até onde é possível ir com esse amor de verão. Algumas pessoas se deixam envolver demais e depois perdem o controle da situação quando têm que voltar à sua vida normal.
Namoro à distância
Existe um velho ditado que diz que amor de praia não sobe a serra. Será que é realmente impossível manter um romance que começou em outra cidade durante as férias? Segundo Elga Teixeira Pinto um relacionamento à distância só dá certo se as duas pessoas construírem um relacionamento maduro durante o tempo em que estiverem juntos. Isso significa é preciso que os dois confiem um no outro e sejam amigos antes de tudo. O verdadeiro encontro humano só acontece quando se conhece o outro livre de projeções, aceitando-o em suas diferenças e em sua totalidade como pessoa real, explica. Para a psicóloga, quando se consegue um relacionamento nesse nível, a distância física pode até servir para temperar ainda mais o namoro com saudade e paixão.
Histórias de amor
Quase todo mundo tem uma história de amor vivida durante as férias de verão para contar. Nem que seja aquele namorico da infância, pelo (a) primo (a) que morava na capital ou na praia. O Caderno Ser entrevistou algumas pessoas em busca dessas histórias. Na maioria dos casos, o romance acabou não prosseguindo com fim da estação, mas em todos deixaram doces lembranças.
Vivi um grande amor no verão de 1998, em Paris. Estava viajando com um grupo de estudantes brasileiros que moravam na Europa. Eu estava vivendo numa pequena cidade do interior da Alemanha e a capital da França foi a primeira grande cidade que visitei nessa viagem. Foi lá que conheci um estudante inglês chamado Terence, logo no primeiro dia que estávamos em Paris. Passei os três dias que o nosso grupo ficou na cidade com ele. Foi maravilhoso. É claro que eu sabia que não poderíamos ir muito longe com o namoro, mas mesmo assim ainda nos encontramos mais quatro vezes antes de eu voltar para o Brasil. Hoje nos correspondemos por e-mail. Tenho muita saudade daqueles dias (Luciana Mestriner, 22 anos, estudante universitária)
Uma vez, durante as férias, conheci uma garota de Campinas, que estava passando uns dias aqui. Ela estava hospedada com uma tia que morava perto da minha casa. Por coincidência a encontrei num barzinho à noite e voltamos juntos para casa. Fazia apenas dois dias que ela estava na cidade quando ficamos juntos. A proximidade das casas ajudou e começamos a namorar. Quando as férias acabaram, ela precisou voltar para sua cidade e foi ai que me contou que tinha um namorado lá. Fiquei triste mas com o tempo deixei para lá. Os dias que ficamos juntos aqui foram muito bons (Júlio César Santos, 19 anos, comerciário)
Minha única história de amor no verão aconteceu há pouco tempo, durante uma viagem ao Rio de Janeiro, onde fiquei dez dias. O mais engraçado é que ao invés de conhecer alguém de lá, acabei encontrando um paulista, que também passava férias na Cidade Maravilhosa. Aliás, esse título não poderia ser mais apropriado, o Rio não é uma cidade para se estar sozinha. Conheci o Cláudio*, no Pão de Açúcar, dentro do bondinho. Começamos a conversar e logo descobrimos que tínhamos muita coisa em comum. Por coincidência, ficamos em hotéis muito próximos e saimos muitas vezes juntos no Rio. Passei dias inesquecíveis com ele até que chegou o fim das minhas curtas férias e tive que voltar. Ainda o vi mais umas vezes em São Paulo e outra vez aqui, mas a distância atrapalhou nossa história (Sueli *, 27 anos, bancária)